Arquivo de Julho de 2006

HOMEM E MULHER “CRIANÇA”

Antonietta Graziano Forcione em 26 de Julho de 2006 @ 12:43

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HOMEM E MULHER “CRIANÇA”

As crianças e, mulheres e homens “criança”, sempre conseguem de um jeito ou de outro, o que querem.
Elas querem amor, recebem amor, elas querem carinho, recebem carinho, querem atenção, recebem atenção, querem presença, recebem presença. Os “pais” tratam-nos com todo cuidado, para evitarem das “crianças” chorarem, já as mulheres ou homens “criança” podem ir embora, podem ficar tristes, podem ficar depressivos ou até mesmos doentes, verdadeiros bibelôs.
No caso das crianças, elas estão certas. Afinal são crianças! Estão em desenvolvimento…
No caso da mulher ou homem “criança”, de certa forma também, pois acabam recebendo o que desejam. Então, para que se desenvolver?
Aprenderam a serem atendidos nos seus anseios e necessidades.
Se a vida é um “mar de rosas” ou não, para eles, não importam, desde que estejam recebendo.
As “crianças”, por algumas vezes, até conseguem alcançar, as “dádivas” dos adultos, mas não se sustentam porque foi decidido que os adultos não precisam dessas coisas, já estão além deste limites, afinal eles, os adultos, são e devem ser os “pais” dessas “crianças”…..
Assim, num dia tem amor, noutro, quando der, terão amor novamente, mas até lá, as “criança” deveriam ficar ótimas, produtivas, amorosas e com firme certeza e segurança de sentirem-se amadas. Caso contrário, já começam a achar que ser adulto é um saco….
Por outro lado, e os homens?
Você já viu!
O tanto que eles adoram uma “mulher criança”, e não é só, o homem criança que gosta. O homem que se diz “adulto” (quatro estrelas) também.
Pelo menos a maioria deles, gostam de “mulher menininha”, quando não procuram por uma menina mesmo, para se relacionarem.
A mulher adulta, aquela que não dá trabalho, não cobra, não adoece, não entristece, não reclama presença, é gostosa, divina e maravilhosa, etc. e tal parece mesmo pura ficção.
Que estado difícil é esse de ser uma mulher adulta, de ser madura. Se ela sugerir alguma coisa, dirão é cobradora, ciumenta, possessiva, chata, regrediu a estágio infantil ou sei lá mais o que.
Bem, mas isto só deve acontecer quando a mulher adulta se relaciona com um “homem criança”, ou até por um “adolescente”. Não é mesmo?
Será que ser adulto é, de certa forma, virar como múmia com cara de paisagem????
Será que existe tal categoria?
Eu já to fora! Quero continuar adulta, mas adulta “porra loca”, que chuta o pau do barraco quando alguma coisa não vai bem.

Antonietta G. Forcione

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TEMPERAMENTO FEMININO

Antonietta Graziano Forcione em 18 de Julho de 2006 @ 20:16

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“O MEDO DE COMPROMETER-SE”

Antonietta Graziano Forcione em 13 de Julho de 2006 @ 17:25

oshopic blu - oshopic blu

Hoje estava refletindo sobre o comprometer-se em todas as áreas de vida e como isto está ocorrendo na atualidade. Os governantes sem compromisso com seus governados, o comércio sem compromisso com o cliente, os fabricantes farmacêuticos que pensam somente nos lucros, sem o compromisso social de realmente vender saúde, os pais sem compromisso com seus filhos, que ficam a mercê das escolas, das empregadas, do parente etc. e tal, os relacionamentos sem o compromisso do amor, vale outras coisas, sexo, dinheiro, proteção ou vantagens diversas, as pessoas sem o compromisso consigo mesmo de serem felizes, de se conhecerem e de alcançarem maior realização pessoal. Não consegui esgotar meus questionamentos, mas senti que está faltando uma dose de compromisso em cada um de nós, principalmente na satisfação e alegria de viver, sem nos comprometermos com o que os outros esperam que a gente faça, pois geralmente é o que não queremos fazer, e só fazemos isto quando não temos o compromisso de nos respeitar e nos conhecer . Coincidentemente, chegou às minhas mãos o texto bárbaro que coloco para todos que quiserem ler e se aprofundar em si mesmo, extraído de um de seus livros. Vale a pena ler e de vez em quando reler.

Boa Leitura!

O MEDO DE COMPROMETER-SE

Somente através de decisões você fica cada vez mais cônscio, somente através de decisões você fica cada vez mais cristalizado, somente através de decisões você fica mais afiado. Do contrário a pessoa torna-se apática.

As pessoas vão de um guru para outro, de um mestre para outro, de um templo para outro; não porque sejam grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Assim eles ficam de um para outro. Essa é a maneira deles evitar comprometer-se.

O mesmo acontece com outros relacionamentos humanos: um homem fica de uma mulher para outra, vai mudando. As pessoas acham que ele é um grande amante; ele não é um amante de jeito nenhum. Ele está evitando, ele está tentando evitar algum envolvimento mais profundo porque com envolvimento mais profundo os problemas precisam ser enfrentados, e precisa passar por muito sofrimento. Assim a pessoa simplesmente joga seguro; a pessoa toma a decisão de nunca se envolver profundamente com alguém. Se você for muito fundo, você pode não ser capaz de voltar facilmente. E se você for muito fundo com alguém, outra pessoa irá fundo com você também; é sempre proporcional. Se eu for muito fundo com você a única maneira é permitir que você também vá fundo em mim. É um dar e receber, é um compartilhar. Então a pessoa pode ficar enrolada demais, e será difícil escapar e o sofrimento pode ser grande. Assim as pessoas aprendem como jogar seguro: basta se encontrarem superficialmente; um caso de amor do tipo bata e corra. Antes de ser agarrado, corra.

Isso é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão imaturas, tão infantis; elas estão perdendo toda a maturidade. A maturidade chega somente quando você está pronto para enfrentar a dor de seu ser; maturidade chega somente quando você está pronto para aceitar o desafio. E não há um desafio maior que o amor.

Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver pacificamente sozinho, é muito difícil viver pacificamente com outra pessoa, porque os dois mundos colidem, dois mundos se encontram… Mundos totalmente diferentes. Como é que eles são atraídos um pelo outro? Porque eles são totalmente diferentes, quase opostos, pólos opostos.

É muito difícil ser pacífico num relacionamento, mas esse é o desafio. Se você fugir disso, você foge da maturidade. Se você vai fundo nisso com toda a dor, e assim mesmo continua nisso, então pouco a pouco a dor se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção. Pouco a pouco, através do conflito, surge a fricção, a cristalização. Através da luta você fica mais alerta, mais cônscio.

O outro se torna como um espelho para você. Você pode ver sua feiúra no outro. O outro provoca sua inconsciência, trazendo-a para a superfície.

Você terá que conhecer todas as partes ocultas de seu ser e o caminho mais fácil é ser espelhado, refletido, num relacionamento.
Mais fácil, digo assim, porque não há outra maneira, mas isso é difícil, árduo, porque você terá que mudar através disso.

Quando você vem para um mestre, um desafio ainda maior se apresenta diante de você: você tem que decidir, e a decisão é para o desconhecido, e a decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno. Surgem tantos conflitos. Mas não continue mudando sempre, porque essa é a maneira de evitar a si próprio. E você irá permanecer mole, você irá permanecer infantil. A maturidade não acontecerá a você.

Somente o desconhecido deve ter uma atração para você porque você ainda não o viveu; você ainda não andou por esse território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer por lá.

Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco, e você irá crescer continuamente.

Mas continue decidindo pelo conhecido e você fica se movendo repetidamente num círculo com o passado. Você prossegue repetindo-o; você se torna como um gravador gramofone.

E decida. Quanto mais cedo você o fizer, melhor. Adiamento é simplesmente estupidez. Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje? E você pensa que amanhã você será mais sábio do que hoje? Você acha que amanhã você estará mais vivo que hoje? Você acha que amanhã você estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje?

Amanhã você estará mais velho, sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua esperteza será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a dar sinais e a ficar mais assustado. Nunca adie para amanhã. E quem sabe? Amanhã pode chegar ou pode não chegar. Se você tem que decidir você precisa decidir agora mesmo.

Osho
Extraído de: Dang Dang Doko Dang

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AMANTES-PSICOPATAS: SEDUZEM E DEPOIS “MATAM”!

Antonietta Graziano Forcione em 12 de Julho de 2006 @ 20:38

psique - psique

Este texto é da Rosana Braga e recebi por e-mail.
Para apreciar e refletir….

Amantes-psicopatas: seduzem e depois “matam”!

Infelizmente, tenho notado que um tipo de amante muito ardiloso vem se proliferando feito um surto pelo mundo: o ‘amante-psicopata’. Embora não se trate de um tipo novo, parece-me que ele nunca havia se sentido tão à vontade.

Costumamos acreditar que psicopata é somente aquele sujeito com desvios comportamentais tão acentuados que logo o identificaríamos, caso se aproximasse da gente. Ledo engano.

É bom saber que nem sempre são pessoas tão facilmente identificáveis quanto imaginamos, especialmente quando se trata de alguém cujo maior objetivo é a conquista, ainda que seja da forma mais sórdida possível.

Ele é um típico ‘Don Juan’, cheio de palavras encantadoras, sorrisos envolventes e, sobretudo, uma “sinceridade” admirável. As aspas servem para alertar que, na verdade, essa pseudo-sinceridade também faz “parte de seu show”. Ele logo avisa: “não quero nada sério e não estou disposto a assumir uma relação”. E esta declaração parece lhe autorizar a agir do modo como bem entender, independentemente de como o outro está se sentindo.

Aliás, se tem algo que este tipo de amante não reconhece é o sentimento alheio. Talvez porque, no fundo, dissociou-se tão profundamente de seus próprios sentimentos (para se defender da possibilidade de sofrer) que se torna incapaz de enxergar um coração.

Está ocupado demais com suas armaduras e máscaras que não lhe sobra capacidade para olhar para algo ou alguém com interesse, humanidade ou compaixão. Que dirá então sentir-se arrependido ou culpado por alguma coisa que tenha feito ou dito…

A célebre frase de Saint Exupéry – “Você se torna responsável por aquilo que cativa” – não faz o menor sentido para o ‘amante-psicopata’. Porque ao mesmo tempo em que ele diz que não quer nada com o outro, liga, aparece, mostra desejo, seu corpo demonstra prazer e vontade de continuar por perto. E assim ele vai degustando mais uma “caça” de modo cruel.

Claro que não estou declarando o outro como absolutamente inocente. Acredito que todo encontro é, de certa forma, complementar. No entanto, sabemos que a maneira mais fácil de confundir e enlouquecer uma pessoa é agindo de modo contraditório. E este é o script do ‘amante-psicopata’. Ele é absolutamente incoerente.

Quer, mas não quer. Fica, mas não está. Beija, transa, é carinhoso e eloqüente, mas à primeira cobrança, ele reforça: “nunca te prometi nada; sempre deixei claro que não estava disposto a te assumir”. E pronto! A repetição de sua promessa inicial, mesmo depois de tantas demonstrações e até declarações contrárias, basta para que ele se sinta isento da necessidade de qualquer consideração para com o outro.

Outro dia, uma amiga contou que está ‘enrolada’ com um rapaz que tem namorada, mas que também vive declarando que gosta muito de estar com ela. Este psicopata concentra-se em duas vítimas ao mesmo tempo. Uma sabe e a outra não…

E assim ele vai minando o senso lógico dela, confundindo sua capacidade de discernimento com palavras doces, passeios esporádicos, enfim, adequações que correspondem com as vontades e necessidades dele, evidenciando sua personalidade dissimulada, egocêntrica e egoísta.

Mas o cúmulo foi quando ela me contou que ele estava na casa da namorada e, enquanto a mesma tomava banho, ligou (falando baixinho ao telefone): “Oi, linda! Ela foi tomar banho e aproveitei para ligar e dizer que estou com saudades. Queria saber como você está!”.

Ela explodiu: “como assim??? Você fica com ela, espera ela entrar no banho e me liga?!?” E eis que ele dá seu golpe final, matando sua vítima: depois de deixá-la tonta com tantas palavras e atitudes que não fazem sentido e, no momento em que ela tenta reagir, abandona-a como se absolutamente nada tivesse acontecido. Ou pior! Como se a desequilibrada e louca fosse ela!

Poderia citar muitas outras atitudes características dos amantes-psicopatas, mas basta dizer que são perversos, insensíveis e extremamente perigosos à saúde emocional das pessoas predispostas a esta complementação.

Minha sugestão é para que você, vulnerável a esta espécie de amante, fortaleça-se o quanto antes. Busque ajuda. Faça terapia. Reflita sobre o que te leva a se interessar por este tipo de amante… até que se sinta forte o bastante para, além de reconhecê-lo, matar não o próprio, mas qualquer possibilidade de corresponder às suas investidas.

Por fim, saiba que eles são “inteligentes” e perspicazes. Cair na cilada do psicopata não é sinal de burrice, mas apenas de fragilidade psico-afetiva. Mais do que se sentir completamente imbecil depois do golpe final, trate de amadurecer e aprender. E certamente passará a atrair um outro tipo de amante, disposto a fazer o amor valer a pena.

Rosana Braga é Escritora, Jornalista e Consultora em Relacionamentos Palestrante.

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