LUA AZUL - BLUE MOON
Antonietta Graziano Forcione em 31 de Maio de 2007 @ 14:54

A LUA AZUL – BLUE MOON
Hoje, 31/05 - Na próxima quinta-feira, às 22h04, teremos a segunda Lua Cheia do mês de maio. Esse fenômeno é chamado de Lua Azul e é raro.
O fenômeno da Lua Azul acontece, em média, uma e trinta e seis vezes em um século.
O nome Lua Azul é porque, geralmente, nessa lunação, a Lua aparece com um disco azulado devido às partículas acinzentadas que são desprendidas da atmosfera terrestre.
A Lua Azul era cultuada pelos antigos celtas e também pelos egípcios. É considerado um acontecimento de muita força magnética e poder espiritual, que reforça o sentido de plenitude da Lua Cheia.
A Lua Azul é regida pela Matriarca da 13a Lunação. Ela é “Aquela que se torna a visão”, a guardiã de todos os ciclos de transformação, a mãe das mudanças.
Essa Matriarca nos ensina a importância de seguir o nosso caminho sem deixarmos que ilusões interfiram na nossas visões. A cada vez que nos transformamos, realizando as nossas visões, uma nova perspectiva e compreensão se abre, permitindo-nos alcançar outro nível na eterna espiral da evolução do espírito.
A última visão a ser alcançada é a decisão de simplesmente SER. Sendo tudo e sendo nada, eliminamos os rótulos e definições que limitam a nossa plenitude.
Na mitologia celta, a Lua Azul favorece o contato com o Reino Encantado dos seres da natureza. Invocam-se as Rainhas das Fadas – Aeval, Aine, Aynia, Bri, Creide, Mah e Sin – e empreendem-se viagens reais ou imaginárias para as “Sidhe”, as colinas encantadas, morada do “Little People”, o Povo Pequeno.
Para agradar as fadas, os celtas cultivavam perto de suas casas suas plantas preferidas – calêndulas, verbenas, violetas, prímulas, e tomilho – e deixavam oferendas de mel, leite, manteiga, pão, e cristais nas clareiras onde os círculos de cogumelos denotavam sua presença.
Para favorecer a “visão”, abrindo a percepção psíquica, usava-se Artemísia, em chá ou em infusões para banhos, suco de samambaias ou orvalho passado nas pálpebras, saches de mil folhas e hipericão, invocações adequadas.
Para criar uma atmosfera adequada à celebração da Lua Azul, acendiam tochas de fogo e roupas azuis.
Preparava-se água lunarizada expondo-se vasilhas cheias de água, aos raios lunares.
Preparavam-se, também, “travesseiros dos sonhos” com flores de sabugueiro, lavanda ou alfazema, hipericão, folhas de artemísia e sálvia.
Imantavam-se cristais e pedras azuis como o topázio azul, a safira, o berilo, a água-marinha, o lápiz-lazuli ou a sodalita.
Os celtas faziam o ritual para conectar-se à Matriarca, pedindo-lhe orientação sobre as mudanças necessárias para alcançar uma real transformação.
Permaneciam, depois, em silêncio, ouvindo as respostas ecoando na sua mente ou alegrando o seu coração.
Com o surgimento do cristianismo, o culto à Lua Azul passou a ser reprimido, por ser considerado uma exacerbação da simbologia lunar, do poder feminino e do culto à Deusa, o que era proibido e passou a ser razão para perseguições.
Mesmo assim, permaneceu a aura poética da Lua Azul, Blue Moon em inglês, que significa algo muito raro.
Há exemplos históricos de que a Lua parece ficar azul de fato. Quando o vulcão indonésio de Krakatoa explodiu em 1883, a poeira em suspensão na atmosfera devido a violentíssima explosão do vulcão fez com que o pôr-do-sol ficasse verde e a Lua azul ao redor do mundo por boa parte de um período de dois anos.
Em 1927, as monções indianas estavam chegando tarde e em uma estação seca extra-longa bastante poeira se elevou na atmosfera tornando a visibilidade da Lua em tonalidade azul.
No nordeste da América do Norte a Lua Azul foi vista em 1951 quando enormes incêndios na floresta ocidental do Canadá jogaram uma enormidade de partículas e fumaça para o céu.
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