Arquivo de Abril de 2008

JUVENTUDE ETERNA

Antonietta Graziano Forcione em 29 de Abril de 2008 @ 20:31

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Juventude Eterna
Por Martha Medeiros

Essa história que eu vou contar aconteceu com uma mulher inteligente que estava fazendo uma palestra. Diz ela:
“Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível…
A platéia inteira fez um “oooohh” de descrédito.
Aí fiquei pensando: “pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho?
Onde é que nós estamos?”

Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado “juventude eterna”.
Estão todos em busca da reversão do tempo.

Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se mudança.

De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?

Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.

Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.

Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.

Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.

Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho…

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CONEXÕES PLEIDIANAS NA ERA DA LUZ

Antonietta Graziano Forcione em 23 de Abril de 2008 @ 08:38

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CONEXÕES PLEIDIANAS NA ERA DA LUZ
Um Pequeno Resumo - Canalização

O sistema solar gira em torno de Alcione, estrela central da constelação de Plêiades. Esta foi a conclusão dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Solá e Edmund Halley, depois de estudos e cálculos minuciosos. Nosso Sol é, portanto, a oitava estrela da constelação - localizada a aproximadamente 28 graus de Touro, e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione. A divisão desta órbita por doze resulta em 2.160, tempo de
duração de cada era. Descobriu-se também que Alcione tem à sua volta um gigantesco anel, ou disco de radiação, em posição transversal ao plano das órbitas de seus sistemas (incluindo o nosso), que foi chamado de cinturão de fótons.

Um fóton consiste na decomposição ou divisão do elétron, sendo a mais ínfima partícula de energia eletromagnética, algo que ainda se desconhece na Terra. Detectado pela primeira vez em 1961, através de satélites, a descoberta do cinturão de fótons marca o início de uma expansão de consciência além da terceira dimensão. A ida do homem à
Lua nos anos sessenta simbolizou esta expansão, já que antes das viagens interplanetárias era impossível perceber o cinturão.

A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos no anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a “Era de Leão”, há cerca de doze mil anos.

Na Era de Aquário, que está se iniciando, ficaremos outros dois mil anos dentro deste disco de radiação.

Todas as moléculas e átomos de nosso planeta passam por uma transformação sob a influência dos fótons, precisando se readaptar a novos parâmetros. A excitação molecular cria um tipo de luz constante, permanente, que não é quente, uma luz sem temperatura, que não produz sombra ou escuridão.

Talvez por isso os hinduístas chamem de “Era da Luz” os tempos que estão por vir. Desde 1972 o Sistema Solar vem entrando no cinturão de fótons e em 1998 a sua metade já estará dentro dele. A Terra começou a penetrá-lo em 1987 e está gradativamente avançado, até 2.012, quando vai estar totalmente imersa em sua luz. De acordo com as cosmologias maia e asteca, 2.012 é o final de um ciclo de 104 mil anos, composto de quatro grandes ciclos maias e de quatro grandes eras astecas. Humbatz Men, em “Los Calendários”, fala também sobre a vindoura “Idade da Luz”.

Bárbara Marciniak, autora de “Mensageiros do Amanhecer”, da Ground e “Earth”, da The Bear and Company; e a astróloga Bárbara Hand Clow, que escreveu “The Pleidian Agenda”, da mesma editora, receberam várias canalizações de seres pleidianos. Essas revelações falam sobre as transformações que estão ocorrendo em nosso planeta e na preparação
que precisamos nos submeter para realizarmos uma mudança dimensional.

Segundo as canalizações, as respostas sobre a vida e a morte não estão mais sendo encontradas na terceira dimensão. Um novo campo de percepção está disponível para aqueles que aprenderem a ver as coisas de uma outra forma. Desde a década de oitenta, quando a Terra começou a entrar no cinturão de fótons, estamos nos sintonizando com a quarta dimensão e nos preparando para receber a radiação de Alcione, estrela da quinta dimensão.

Zona arquetípica de sentimentos e sonhos, onde é possível o contato com planos mais elevados, a quarta dimensão é emocional e não física. As idéias nela geradas influenciam e detonam os acontecimentos na terceira dimensão, plano da materialização. Segundo as canalizações, a esfera quadridimensional é regida pelas energias planetárias de nosso sistema solar, daí um trânsito de Marte causar sentimentos de poder e ira.

Para realizar esta expansão de consciência é preciso fazer uma limpeza, tanto no corpo físico como no emocional, e transmutar os elementais da segunda dimensão a nós agregados, chamados de miasmas.

Responsáveis pelas doenças em nosso organismo, os miasmas são compostos de massas etéricas que carregam memórias genéticas ou de vidas passadas, memórias de doenças que ficaram encruadas devido a antibióticos, poluição, química ou radioatividade. Segundo as canalizações, esses miasmas estão sendo intensamente ativados pelo cinturão de fótons.

Os pensamentos negativos e os estados de turbulência, como o da raiva, também geram miasmas, que provocam bloqueios energéticos em nosso organismo. Trabalhar o corpo mocional através de diversos métodos terapêuticos - psicológicos, astrológicos ou corporais - ajuda a liberar as energias bloqueadas. A massagem, acupuntura, homeopatia, meditação, yoga, o tai-chi, etc, são também técnicas de grande utilidade, pois mexem com o corpo sutil e abrem os canais de comunicação com outros universos.

As conexões interdimensionais são feitas através de ressonância e para sobrevivermos na radiação fotônica temos que nos afinar a um novo campo vibratório. Ter uma alimentação natural isenta de elementos químicos, viver junto à natureza, longe da poluição e da radiatividade, liberar as emoções bloqueadas e reprimidas, ajudam na transição.

Ter boas intenções é essencial, assim como estar em estado
de alerta para perceber as sincronicidades e captar os sinais vindos de outras esferas. Segundo a Agenda Pleiadiana Bárbara Hand Clow O Cinturão de Fótons emana do Centro Galáctico. Alcione, o Sol Central das Plêiades, localiza-se eternamente dentro do Cinturão de Fótons, ativando sua luz espiralada por todo o Universo. Mas afinal e nós nisso tudo?

Nós somos os mais beneficiados com tudo isso. Todos os seres
encarnados na Terra passarão por um processo de iniciação
coletiva. Escolhemos estar aqui nessa difícil época de transição de nosso planeta e que atingirá todo o Universo. Os fótons funcionam como purificadores da raça através de suas partículas de luz a qual estamos recebendo nos raios solares e logo estaremos imersos depois de 11 mil anos dentro da Noite Galáctica ou como os hindus se referiam a Kali Yuga Idade das Trevas. E como um sistema de reciclagem do Universo, o Cinturão de Fótons inicia a Era da Luz. Existem diversas formas da humanidade intensificar sua evolução, desenvolvendo um trabalho de limpeza dos Corpos Emocionais, com o uso de terapias alternativas, como florais, Yoga, Sahaja Maithuna, musicoterapia, cromoterapia entre outros. São terapias e práticas que trabalham com a cura dos corpos sutis, evitando que muitas doenças sejam desenvolvidas antes mesmo de alcançar o corpo físico, e curando outras já instaladas. Cada partícula vai se alojando em todos os cantinhos de nosso planeta trazendo a consciência (Luz) a Verdade, a Integridade e o Amor Mútuo. As pessoas terão um trabalho individual para desenvolverem aliado com o trabalho de conscientização da humanidade.

Os corpos que não refinaram suas energias não conseguirão ficar
encarnados dentro da terceira dimensão, pois a quarta dimensão estará instalada. E todos nós redescobriremos a nossa multidimensionalidade e ativaremos nossas capacidades adormecidas dentro da Noite Galáctica. A inteligência da Terra será catalisada para toda a Via Láctea.
Todos estes acontecimentos foram registrados no Grande Calendário Maia, que tem 26 mil anos de duração e termina no solstício de inverno, no dia 21 de dezembro de 2012 dc, que marca a entrada da Terra dentro do Cinturão de Fótons por 2000 anos ininterruptos. Luz é Informação, Amor é criatividade.

Paz, Amor e Luz Divinos,

Namasté!

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EFEITOS BENÉFICOS DOS ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MÉDIA

Antonietta Graziano Forcione em 21 de Abril de 2008 @ 16:26

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EFEITOS BENÉFICOS DOS ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MÉDIA
Por: Dr. Arnoldo Velloso da Costa

Esta apresentação focaliza a mudança nos hábitos alimentares que substituíram os óleos saturados tropicais de coco e palmeira, cujos componentes são ácidos graxos(AG) saturados de cadeia média, de propriedades saudáveis consagradas por hábitos milenares em várias regiões do mundo, por óleos poliinsaturados de soja, modificados artificialmente por hidrogenação e convertidos em gorduras trans, cujos efeitos fisiológicos são opostos e nocivos.

A brusca alteração na composição dietética, resultante de injunções de interesse comercial e orquestrada nos EUA, em 1986, com campanhas anti-gorduras saturadas para distorcer os achados científicos, resultaram nos problemas de obesidade epidêmica, diabetes descontrolada em adultos, aumento da incidência de câncer, disfunção imunitária e, aumento de doenças cardio vasculares e problemas do desenvolvimento infantil, que custaram e estão custando milhões de vidas, o que impõe uma rigorosa revisão do paradigma científico dos lipídios, sobretudo no Brasil, que substituiu uma velha e benéfica indústria de gordura de coco pelo terreno movediço dos óleos polinsaturados e hidrogenados e gorduras trans.

Uma revisão na literatura mundial ressalta que os óleos e gorduras tropicais são saudáveis e foram usados por milênios na medicina Ayurvédica na Índia e em muitas regiões do mundo,e estudos médicos realizados já no inicio da campanha contra as gorduras saturadas na Índia , evidenciaram em Nova Delhi, a superioridade das gorduras de coco em confronto com os óleos polinsaturados de girassol e açafrão, na prevenção de problemas cardiovasculares e diabetes sendo , no fim do estudo, os óleos polinsaturados considerados deletérios à saúde dos indianos1.

Um outro estudo no Sri Lanka,apontou que , antes de 1950 , os ataques cardíacos eram raros no país,mas aumentaram de forma acentuada de 1970 a 1992, paralelamente à baixa do consumo de 132 para 90 cocos por pessoa por ano, redução essa motivada pela propaganda contra as gorduras saturadas, cujo resultado foi o contrário um incremento de doenças cardiovasculares2.

Por sinal, um outro trabalho comentado no Demographic Year Book of the United Nations(edição de 1978) relatou que o Sri Lanka exibia a menor taxa de doenças isquêmicas cardíacas em todo o mundo e o coco representava a gordura principal na composição dietética local.3

O óleo e a gordura de coco desempenham um importante papel na estabilidade das membranes celulares que são constituídas por ácidos graxos saturados na proporção de 50 %.Por sinal, a fisiologia óssea necessita de ácidos graxos saturados para a efetiva incorporação do cálcio na estrutura esquelética. Os AG saturados reduzem a lipoproteína (a), que aumenta o risco das doenças cardiovasculares.

Além de aumentar a defesa imunitária, os AG de cadeia média são necessários para o organismo promover a utilização apropriada dos AG essenciais.

Os AG ômega 3 são retidos nos tecidos mais adequadamente quando a dieta é rica em gorduras saturadas.

Por sinal, os AG saturados palmítico(16:O) e esteárico(18:0) são os nutrientes exigidos pelo coração que a eles recorre em situações de estresse.4

Um estudo clínico está em andamento, em Brasília, com amostras do óleo de coco das Filipinas, produto em fase de retomar a sua devida importância no mercado norteamericano e mundial.

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INTUIÇÃO E SINCRONICIDADE

Antonietta Graziano Forcione em 18 de Abril de 2008 @ 11:21

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Autor: Saulo Fong

Muitos de nós já devem ter percebido que, em certos momentos de nossas vidas, algum acontecimento ocorreu no local certo, no momento certo. Pode ter sido o encontro para o início de um grande amor, a pessoa que o indicou para seu atual trabalho ou o livro que você ganhou de presente que o fez refletir sobre sua vida. Porém, se refletirmos com mais profundidade, nos conscientizaremos que absolutamente tudo que aconteceu em nossa vida e todas as escolhas que fizemos no passado são responsáveis pela nossa atual situação.
De acordo com psiquiatra Carl Gustav Jung, criador do termo sincronicidade, esta energia está presente em toda nossa vida, porém são poucas pessoas que têm consciência destes acontecimentos. Isso se dá principalmente pela falta de atenção e presença no dia-a-dia.
Somos capazes de perceber a sincronicidade quando colocamos a nossa atenção em tudo o que fazemos. Através desta atenção, expandimos nossa percepção e entramos num estado de tranqüilidade, de paz interior e de receptividade. Manter um pensamento positivo e estar bem consigo mesmo são essenciais para perceber sincronicidades favoráveis ao nosso desenvolvimento.
A atenção é importante porque é através dela que podemos perceber como a sincronicidade está atuando em nós. É ela a responsável pela conexão com a Vida.
Já a intuição é nossa capacidade de perceber e sentir o que é certo para nós. É a voz do coração. É a sensação de que tal caminho é melhor que o outro em determinada situação.
Há diferentes níveis e qualidades de sincronicidades. Há sincronicidades das mais banais até aquelas que podem mudar completamente sua vida. Percebo que elas ocorrem a partir do estado interno e da intenção da pessoa. Quando temos uma intenção com relação à determinado assunto, é natural que nós também aumentemos nossa atenção para tal. Por exemplo, quando você tem a intenção de comprar determinado carro, pode ser que você comece a perceber carros idênticos ou semelhantes ao que você quer comprar à sua volta. Na verdade, eles já estavam lá. Apenas a sua atenção foi influenciada pela sua intenção de comprar o carro. Já o estado interno determina a qualidade das sincronicidades. Se você está desesperado ou agitado, sua atenção se volta para situações semelhantes e você tende a perceber sincronicidades com esta mesma qualidade.
Por isso, é importante primeiro voltar a atenção para si e perceber qual o estado interno que está presente em seu interior. E quando conseguir alcançar este estado de presença e serenidade, experimente olhar ao seu redor perceber as situações que estão acontecendo. Deste estado você saberá o que fazer. Isso em si, já é um processo de auto-conhecimento.
A atenção ajuda a desenvolver a intuição e com a prática deste estado interno você será capaz de perceber cada vez mais sincronicidades que poderão levá-lo adiante em sua vida. Um ótimo exemplo de sincronicidade é o próprio fato de você estar lendo este artigo agora. Pode ser que você não tenha tido consciência até agora de como chegou até aqui, mas com certeza a sua atenção, a sua energia da intenção de se desenvolver e a sua própria intuição fizeram com que neste momento você se encontre aqui.
Espero que você possa, a partir de hoje, prestar mais atenção em sua vida e nas coisas que acontecem ao seu redor, mantendo firme a intenção no seu crescimento e desenvolvimento pessoal como um todo.
Autor: Saulo Fong

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PRATO QUENTE

Antonietta Graziano Forcione em 15 de Abril de 2008 @ 11:18

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Pungência: o ardume das pimentas faz o cérebro despejar endorfina no organismo, provocando sensação de bem-estar
Por: Silvana Guaiume

A pimenta, especificamente a capsaicina, substância química responsável pelo ardume ou pungência, tem propriedades medicinais comprovadas. Em geral, entretanto, a quantidade ingerida, mesmo pelos apreciadores mais ardorosos, é pequena demais para fazer diferença. O grande barato da pimenta, explicam os entendidos, é o prazer que ela provoca. Não só pela busca do sabor e da medida picante ideal ao paladar, mas pela reação química que desencadeia.

O cérebro interpreta o ardume como queimação e despeja endorfina no organismo. Além de estimular o sistema imunológico, a endorfina produz sensação de bem-estar. “Os consumidores freqüentes criam uma certa dependência, passam a buscar produtos cada vez mais fortes e sentem falta se ficam sem”, afirma Arlete Marchi Tavares de Melo, pesquisadora do Centro de Horticultura do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). “Não podemos dizer que o consumo é um vício, mas um prazer.”

Com o tempo e o hábito, a tendência é que o consumidor reduza a sensibilidade ao ardume, daí o desejo de frutos mais picantes. “Gosto das mais ardidas”, conta o comerciante André Gonçalves de Faria, que incluiu a pimenta na dieta aos seis anos. “Trabalhava na roça com meu pai, colhia no pasto para comer e vender na feira, onde fazia um dinheirinho”, lembra. Faria diz que coloca pimenta em quase tudo o que come, em todas as refeições, inclusive no café da manhã. “Como com pão e queijo, no lanche, no salgado, na salada, na sopa.”

O comerciante, dono do Bar do André, na Vila Industrial, transferiu a paixão para os clientes. Prepara pimentas com azeite e temperos, mais ou menos picante, ao gosto do freguês. Os que gostam de pouco ardume, pedem a pimenta batida no azeite, com temperos. Faria também faz conservas, com vinagre e cachaça. Usa principalmente a cumari, a malagueta, a dedo-de-moça e a bode.

A pungência, explica a pesquisadora do IAC, está nas células da placenta, que fica colada às sementes. Quando a placenta estoura, libera a capsaicina. A substância é volátil e pode provocar reações como espirros quando entra nas narinas.

A capsaicina, comenta Arlete, é usada nos mais diversos medicamentos e cosméticos, desde pomadas e emplastros analgésicos a xampus contra queda de cabelos. Ela explica que, ao contrário do que dizem, pimenta não irrita a mucosa do estômago. “Pode interferir sobre a ação de medicamentos, mas o consumo não faz mal”, explica. A pimenta-do-reino, sim, quando moída, pode grudar na parede do estômago e criar irritações por causa do atrito, comenta a pesquisadora. A espécie, porém, entra na categoria de especiaria e não de pimentas de horta.

A brasileiríssima cumari

As pimentas de horta são classificadas em quatro grupos, do gênero capscicum. Cinco são domesticadas e consumidas. São elas a capsicum annuum, a baccatum, a frutescens, a chinense e a pubescens, a única não cultivada no Brasil. “Ela é típica de regiões andinas e não se adaptou ao clima brasileiro”, comenta a pesquisadora do IAC, Arlete Marchi Tavares de Melo. As espécies annuun e chinense são as que têm maior variedade.

Pimentões e jalapeño são variedades da espécie annuun. A chinense inclui biquinho, murupi e habanero. Dedo-de-moça e cambuci são da espécie baccatum, e malagueta e tabasco, da frutescens. “São pimentas com sementes cor-de-palha. As pubescens têm sementes pretas”, conta a pesquisadora. Arlete lembra que o nome pode variar conforme a região, assim como o consumo. A pimenta mais conhecida no Brasil é a malagueta. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, consomem-se mais as pimentas de cheiro, as chinense, as mais comuns no Brasil, com ao menos 30 variedades classificadas.

A exceção é a Bahia, que prefere a malagueta. No Sudeste e Sul, fazem sucesso a cumari e a dedo-de-moça. “Há uma tendência de consumo das pimentas mais produzidas na região”, diz a pesquisadora. Ela explica que o Brasil não dispõe de estatísticas sobre esse mercado. “É muito amplo e muito localizado. Muita gente planta pimenta e troca entre amigos.” Os principais Estados produtores são Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Mesmo assim, em pequenas áreas, geralmente de produção familiar.

A cumari é tipicamente brasileira e tem uma característica peculiar. É muito consumida por passarinhos e germina depois de passar pelo trato intestinal e ser expelida pelas aves. “É uma variedade silvestre. Muitas tentativas foram feitas de produzir a semente diretamente, mas sem muito sucesso”, conta Arlete. Há outras espécies nacionais, porém selvagens, consumidas pelas populações dos locais onde crescem.

Escala scoville

O ardume da pimenta pode ser medido em um processo químico de laboratório inventado por Wilbur Scoville em 1912 e aperfeiçoado com o tempo. A escala scoville é medida em unidades, de acordo com a concentração de capsaicina. As variedades doces, como a biquinho, a americana e os pimentões não têm nenhum ardume. As mais fortes de que se tem notícia são as indianas naga jolokia, entre 855 mil e um milhão de unidades de scoville, e a dorset naga, com entre 876 mil e 970 mil unidades.

“São novos tipos descobertos na Índia, com ardume exagerado para consumo. É provável que sejam usadas para processamento industrial”, comenta a pesquisadora do IAC, Arlete Marchi Tavares de Melo. Até a descoberta das indianas, a pimenta conhecida como mais picante era a habanero red savina, entre 350 mil e 577 mil unidades scoville. A habanero comum e a scotch bonnet têm entre 100 mil e 350 mil. Malagueta e tabasco variam de 30 a 50 mil unidades scoville. A jalapeño é uma entre as de menor ardume, entre 2,5 mil e 5 mil unidades scoville. A capsaicina, quando isolada quimicamente, tem 15 milhões de unidades scoville.

Conservadas em vinagre

No mundo, os principais consumidores são os asiáticos, particularmente chineses, tailandeses e indianos, que comem de 5 a 8 gramas por dia de pimenta. No México, o consumo também é bastante popularizado. Os brasileiros consomem o fruto, mas preferem a conserva e o molho. “Muitos usam o líquido e descartam o fruto”, diz Cláudio Cury, proprietário da Companhia das Ervas, de Morungaba, que produz molhos e conservas. Segundo ele, o vinagre é usado para conservar a pimenta, que deve ser picada e consumida com a comida. “É o ideal”, afirma.

Cury afirma que as pimentas têm sabores diferentes, muito apreciados por quem as consome com freqüência. “Os bons consumidores sabem diferenciar as espécies pelos aromas. O sabor é tão importante quanto o ardume”, garante. Acrescenta que a capsaicina ativa as papilas gustativas e realça o sabor da comida. A empresa tem cerca de 70 produtos feitos com pimentas adquiridas no Brasil, de pequenos plantadores, principalmente de Minas, Mato Grosso e Goiás.

As plantas gostam de calor e clima seco, explica Cury. A pesquisadora Arlete Marchi Tavares de Melo comenta que elas têm vida curta depois de colhidas. As de cheiro são um pouco mais resistentes. Durante o Inverno, as frutas costumam desaparecer. “No frio, conseguimos encontrar dois ou três tipos, a dedo-de-moça e mais uma ou duas variedades”, diz a proprietária de uma banca de pimentas naturais no Mercado Municipal, Silvana Aparecida Barbosa. No calor, a diversidade é maior. Cabacinha, malagueta, bode-amarela, baiana, cumari, mexicana e amarela são algumas das mais vendidas na banca.

O preço varia de R$ 1,00 a R$ 7,00 cada 100 gramas, conforme a disponibilidade. Silvana conta que compra as pimentas de produtores do Centro-Oeste ou no Ceagesp, em São Paulo. “São caras e muito difíceis de achar ao natural. Compramos o que o mercado oferece.” A cumari e a malagueta são mesmo as preferidas, conta a comerciante. A banca é freqüentada por homens e mulheres, geralmente com mais de 30 anos, observa.

A biquinho, sem ardume, é a pimenta da moda, vendida em conserva. “Não dá para vender ao natural porque é muito frágil”, diz Silvana. A biquinho é muito usada como aperitivo e também para acompanhar a comida. Ela explica que as conservas em vidro são bastante usadas como presente, porque têm bonita apresentação. “Mesmo quem não come, usa para decorar”, arrisca a comerciante.

Navegadores

A descoberta da pimenta americana está relacionada à busca da pimenta oriental. As frutas foram encontradas nas Américas por colonizadores espanhóis e portugueses, que navegavam em direção à Índia para adquirir condimentos, inclusive a pimenta-do-reino, tão valiosa quanto o ouro por sua capacidade de conservar alimentos. Além da ação bactericida, mascarava o sabor dos produtos perecíveis que começavam a estragar.

A pimenta das Américas foi levada pelos navegadores para a Europa, como presente a reis e nobres, e se popularizou muito rapidamente. “Em dois séculos era um produto bem consumido. Teve aceitação mais rápida que o tomate, da mesma família”, conta a pesquisadora do IAC, Arlete Marchi Tavares de Melo. Ela explica que as variedades doces são mutações genéticas, selecionadas para serem produzidas. Embora o Brasil tenha sido um dos fornecedores de pimentas, o pimentão somente chegou ao País em 1920, lembra a estudiosa.

As pimentas do gênero capsicum eram utilizadas pelos nativos americanos quando os colonizadores aportaram. Eram mais picantes que a pimenta-do-reino, daí terem encantado os europeus. Relatos indicam que os índios brasileiros usavam a fruta na culinária e em rituais religiosos. O Brasil contribuiu na dispersão do consumo, por meio dos navegadores portugueses, pela África, Europa e, posteriormente, Ásia.

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