EFEITOS BENÉFICOS DOS ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MÉDIA
Antonietta Graziano Forcione em 21 de Abril de 2008 @ 16:26 | Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 409

EFEITOS BENÉFICOS DOS ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MÉDIA
Por: Dr. Arnoldo Velloso da Costa
Esta apresentação focaliza a mudança nos hábitos alimentares que substituíram os óleos saturados tropicais de coco e palmeira, cujos componentes são ácidos graxos(AG) saturados de cadeia média, de propriedades saudáveis consagradas por hábitos milenares em várias regiões do mundo, por óleos poliinsaturados de soja, modificados artificialmente por hidrogenação e convertidos em gorduras trans, cujos efeitos fisiológicos são opostos e nocivos.
A brusca alteração na composição dietética, resultante de injunções de interesse comercial e orquestrada nos EUA, em 1986, com campanhas anti-gorduras saturadas para distorcer os achados científicos, resultaram nos problemas de obesidade epidêmica, diabetes descontrolada em adultos, aumento da incidência de câncer, disfunção imunitária e, aumento de doenças cardio vasculares e problemas do desenvolvimento infantil, que custaram e estão custando milhões de vidas, o que impõe uma rigorosa revisão do paradigma científico dos lipídios, sobretudo no Brasil, que substituiu uma velha e benéfica indústria de gordura de coco pelo terreno movediço dos óleos polinsaturados e hidrogenados e gorduras trans.
Uma revisão na literatura mundial ressalta que os óleos e gorduras tropicais são saudáveis e foram usados por milênios na medicina Ayurvédica na Índia e em muitas regiões do mundo,e estudos médicos realizados já no inicio da campanha contra as gorduras saturadas na Índia , evidenciaram em Nova Delhi, a superioridade das gorduras de coco em confronto com os óleos polinsaturados de girassol e açafrão, na prevenção de problemas cardiovasculares e diabetes sendo , no fim do estudo, os óleos polinsaturados considerados deletérios à saúde dos indianos1.
Um outro estudo no Sri Lanka,apontou que , antes de 1950 , os ataques cardíacos eram raros no país,mas aumentaram de forma acentuada de 1970 a 1992, paralelamente à baixa do consumo de 132 para 90 cocos por pessoa por ano, redução essa motivada pela propaganda contra as gorduras saturadas, cujo resultado foi o contrário um incremento de doenças cardiovasculares2.
Por sinal, um outro trabalho comentado no Demographic Year Book of the United Nations(edição de 1978) relatou que o Sri Lanka exibia a menor taxa de doenças isquêmicas cardíacas em todo o mundo e o coco representava a gordura principal na composição dietética local.3
O óleo e a gordura de coco desempenham um importante papel na estabilidade das membranes celulares que são constituídas por ácidos graxos saturados na proporção de 50 %.Por sinal, a fisiologia óssea necessita de ácidos graxos saturados para a efetiva incorporação do cálcio na estrutura esquelética. Os AG saturados reduzem a lipoproteína (a), que aumenta o risco das doenças cardiovasculares.
Além de aumentar a defesa imunitária, os AG de cadeia média são necessários para o organismo promover a utilização apropriada dos AG essenciais.
Os AG ômega 3 são retidos nos tecidos mais adequadamente quando a dieta é rica em gorduras saturadas.
Por sinal, os AG saturados palmítico(16:O) e esteárico(18:0) são os nutrientes exigidos pelo coração que a eles recorre em situações de estresse.4
Um estudo clínico está em andamento, em Brasília, com amostras do óleo de coco das Filipinas, produto em fase de retomar a sua devida importância no mercado norteamericano e mundial.
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