TUBERCULOSE NÃO FICOU PARA TRÁS

Antonietta Graziano Forcione em 24 de Março de 2009 @ 10:54  | Enviar por e-mail  | Hits para esta publicação: 157

Por Míriam Leitão

Mudando completamente de assunto, aqui no Brasil não se pode dizer ainda que a tuberculose é uma doença que ficou para trás. O último dado mostra que o Brasil ainda tem 72 mil novos casos de tuberculose por ano, e isso 50 anos depois de a doença estar sob o controle dos médicos.

Em 1990, quando o governo Collor achou que podia fechar o Programa Nacional de Combate à Tuberculose, o Brasil teve 74 mil novos casos. Chegou a 90 mil e de lá para cá oscila, subindo e caindo. Não há como dizer pelas estatísticas que a queda é sustentável e que a doença está no fim no Brasil.

Além disso, o número ainda é assustadoramente alto para um país que atingiu o nível do nosso. E pior são os casos de supertuberculose, que surge assim: quando o tratamento é interrompido o bacilo se fortalece.

É absurdo que a tuberculose ainda colha suas vítimas no Brasil do século 21, que ainda morram seis mil pessoas por ano. Ela é curável. É preciso apenas mais investimento da saúde pública, mais esforço do país, mais informação sobre esse inimigo velho e ardiloso, contra o qual temos armas, mas ainda não derrotamos.

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