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	<title>blog.mundodasmandalas.com</title>
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	<description>Blog informativo de assuntos variados voltado ao desenvolvimento, ampliação e evolução da consciência. Prazer + Amor + Trabalho + Meditação = Bem-estar</description>
	<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 19:25:45 +0000</pubDate>
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		<title>TÉDIO - TRISTEZA - DEPRESSÃO</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 19:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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		<description><![CDATA[
Entrevista do psiquiatra Miguel Chalub a revista IstoÉ.
Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?
Miguel Chalub -
Porque estão sendo computadas situações humanas de luto, de tristeza, de aborrecimento, de tédio. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="alinhar_esq"><img src="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/miguel_chalub_1.jpg" alt="miguel chalub 1 - miguel chalub 1" title="miguel chalub 1 - miguel chalub 1" /></div></p>
<p>Entrevista do psiquiatra Miguel Chalub a revista IstoÉ.</p>
<p>Por que tantas previsões alarmantes sobre o aumento da depressão no mundo?<br />
Miguel Chalub -<br />
Porque estão sendo computadas situações humanas de luto, de tristeza, de aborrecimento, de tédio. Não se pode mais ficar entediado, aborrecido, chateado, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição humana, a tristeza. É transformar um sentimento normal, que todos nós devemos ter, dependendo das situações, numa entidade patológica.<br />
Istoé -<br />
Por que isso aconteceu?<br />
Miguel Chalub -<br />
A palavra depressão passou a ter dois sentidos. Tradicionalmente, designava um estado mental específico, quando a pessoa estava triste, mas com uma tristeza profunda, vivida no corpo. A própria postura mostrava isso. Ela não ficava ereta, como se tivesse um peso sobre as costas. E havia também os sintomas físicos. O aparelho digestivo não funcionava bem, a pele ficava mais espessa. Mas, nos últimos anos, a palavra depressão começou a ser usada para designar um estado humano normal, o da tristeza. Há situações em que, se não ficarmos tristes,  é um problema – como quando se perde um ente querido. Mas o homem não aceita mais sentir coisas que são humanas, como a tristeza.<br />
Istoé -<br />
A que se deve essa mudança?<br />
Miguel Chalub -<br />
Primeiro, a uma busca pela felicidade. Qualquer coisa que possa atrapalhá-la tem que ser chamada de doença, porque, aí, justifica: “Eu não sou feliz porque estou doente, não porque fiz opções erradas.” Dou uma desculpa a mim mesmo. Segundo, à tendência de achar que o remédio vai corrigir qualquer distorção humana. É a busca pela pílula da felicidade. Eu não preciso mais ser infeliz.<br />
Istoé -<br />
O que diferencia a tristeza normal da patológica?<br />
Miguel Chalub -<br />
A intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado de espírito. Além disso, a patológica é longa.<br />
Istoé -<br />
Quanto tempo é normal ficar triste após a morte de um ente querido, por exemplo?<br />
Miguel Chalub -<br />
Não dá para estabelecer um tempo. O importante é que a tristeza vai diminuindo.  Se for assim, é normal. A pessoa tem que ir retomando sua vida. Os próprios mecanismos sociais ajudam nisso. Por que tem missa de sétimo dia? Para ajudar a pessoa a ir se desonerando daquilo.<br />
Istoé -<br />
Quais são os sintomas físicos ligados à depressão?<br />
Miguel Chalub -<br />
Aperto no peito, dificuldade de se movimentar, a pessoa só quer ficar deitada, dificuldade de cuidar de si próprio, da higiene corporal. Na tristeza normal, pode acontecer isso por um ou dois dias, mas, depois, passa. Na patológica, fica nas entranhas.<br />
Istoé -<br />
Ainda há preconceito com quem tem depressão?<br />
Miguel Chalub -<br />
Não. É o contrário. A vulgarização da depressão diminuiu o preconceito, mas criou outro problema, que é essa doença inexistente. Antes, a pessoa com depressão era vista como fraca. Hoje, as pessoas dizem que estão deprimidas com a maior naturalidade. Não se fica mais triste. Se brigar com o marido, se sair do emprego, qualquer motivo é válido para se dizer deprimido. Pode até ser que alguém fique realmente com depressão, mas, em geral, fica-se triste. O sofrimento não significa depressão. E não justifica o uso de medicamentos.<br />
Istoé -<br />
Os médicos não deveriam entender este processo?<br />
Miguel Chalub -<br />
Os médicos não estão isentos da ideologia vigente. O que acontece é: você vem ao meu consultório. Eu acho que você não está deprimido, que está só passando por uma situação difícil. Então, proponho que você faça um acompanhamento psicoterápico. Você não fica satisfeito e procura outro médico, que receita um antidepressivo. Ele é o moderno, eu sou o bobão. Para não ser o bobão, eu receito um antidepressivo logo. É uma coisa inconsciente.<br />
Istoé -<br />
Inconsciente?<br />
Miguel Chalub -<br />
Os médicos querem corresponder à demanda. Senão, o paciente sairá achando que não foi bem atendido. Receitando um antidepressivo, eles correspondem à demanda, porque a pessoa quer ser enquadrada como deprimida. Mas há a questão dos laboratórios. Eles bombardeiam os médicos.<br />
Istoé -<br />
A ponto de influenciar o comportamento deles?<br />
Miguel Chalub -<br />
Se for um médico com boa formação em psiquiatria, mesmo que não seja psiquiatra, ele saberá rejeitar isso, mas outros não conseguem. Eles se baseiam nos folhetos do laboratório. Não é por má-fé. Os laboratórios proporcionam muitas coisas. Pagam passagens, almoços, dão brindes. O médico, sem perceber, começa a fazer o jogo. Porque me pagaram uma passagem aérea ou me deram um laptop, acabo receitando o que eles estão querendo.<br />
Istoé -<br />
O médico se vende?<br />
Miguel Chalub -<br />
Sim. Por isso é que há uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibindo os laboratórios de dar brindes aos médicos. Nenhum laboratório suborna médico, não que eu saiba, nem vai chegar aqui e dizer: “Se você receitar meu remédio, vou lhe dar uma mensalidade.” Mas eles fazem esse tipo de coisa, que é subliminar. O médico acaba tão envolvido quanto se estivesse recebendo um suborno realmente.<br />
Istoé -<br />
Esse lobby é capaz de fazer um médico receitar certo remédio?<br />
Miguel Chalub -<br />
Aí é a demanda e a lei do menor esforço. Se o paciente chegar se queixando de insônia, por exemplo, o que o médico deveria fazer era ensiná-lo como dormir. Ou seja, aconselhar a tomar um banho morno, um copo de leite morno, por exemplo. Mas é mais fácil, tanto para o paciente quanto para o médico, receitar um remédio para dormir.<br />
Istoé -<br />
Os demais especialistas também receitam remédios psiquiátricos, não?<br />
Miguel Chalub -<br />
Quem mais receita antidepressivos não são os psiquiatras, são os demais especialistas. Os psiquiatras têm uma formação para perceber que primeiro é preciso ajudar a pessoa a entender o que está se passando com ela e depois, se for uma depressão mesmo, medicar. Agora, os outros, não querem ouvir. O paciente diz: “Estou triste.” O médico responde: “Pois não”, e receita o remédio. Brinco dizendo o seguinte: se você for a um clínico, relate só o problema clínico. Dor aqui, dor ali. Não fale que está chateado, senão vai sair com um antidepressivo. É algo que precisamos denunciar.<br />
Istoé -<br />
Os psiquiatras deveriam ser os únicos autorizados a receitar esse tipo de medicamento?<br />
Miguel Chalub -<br />
Não acho que seja motivo para isso. Os outros especialistas têm capacidade de receitar, desde que não entrem nessa falácia, nesse engodo.<br />
Istoé -<br />
Mas os demais especialistas estão capacitados para receitar essas drogas?<br />
Miguel Chalub -<br />
Em geral, não.<br />
Istoé -<br />
É comum o paciente chegar ao consultório com um “diagnóstico” pronto?<br />
Miguel Chalub -<br />
É muito comum. Uma vez chegou um paciente aqui que se apresentou assim: “João da Silva, bipolar.” Isso é uma apresentação que se faça? Quase respondi: “Miguel Chalub, unipolar.” É uma distorção muito séria.<br />
Istoé -<br />
O acesso à informação, nesse sentido, tem um lado ruim?<br />
Miguel Chalub -<br />
A internet é uma faca de dois gumes. É bom que a pessoa se informe. A época em que o médico era o senhor absoluto acabou. Mas a informação via Google ainda é precária. Muitas vezes, a depressão, por exemplo, é ansiedade. Mas as pessoas não querem conviver com a ansiedade, que é uma coisa desagradável, mas que também faz parte da nossa humanidade. Tenho uma paciente que disse: “Ando com um ansiolítico na bolsa. Saí de casa, me aborreci, coloco ele para dentro.” Então é isso? Se alguém me fala algo desagradável, eu tomo um ansiolítico? Isso é uma verdadeira amortização das coisas.<br />
Istoé -<br />
O que causa a depressão?<br />
Miguel Chalub -<br />
Esse é um dos grandes mistérios da medicina. A gente não sabe por que as pessoas ficam deprimidas. O mecanismo é conhecido, está ligado a uma substância chamada serotonina, mas o que o desencadeia, não sabemos. Há teorias, ligadas à infância, a perdas muito precoces, verdadeiras ou até imaginárias – como a criança que fica aterrorizada achando que vai perder os pais. As raízes da depressão estão na infância. Os acontecimentos atuais não levam à depressão verdadeira, só muito raramente. Justamente o contrário do que se imagina. Mas mexer na infância é muito doloroso. Não tem remédio para isso. Precisa de terapia, de análise, mas as pessoas não querem fazer, não querem mexer nas feridas. Então é melhor colocar um esparadrapo, para não ficar doendo, e pronto. É a solução mais fácil.<br />
Istoé -<br />
O antidepressivo é sempre necessário contra a depressão?<br />
Miguel Chalub -<br />
Quando é depressão mesmo, tem que ter remédio.<br />
Istoé -<br />
Há quem diga que hoje a moda é ter um psiquiatra, não um analista. O que sr. acha disso?<br />
Miguel Chalub -<br />
As pessoas estão desamparadas. Desamparo é uma condição humana, mas temos que enfrentá-lo, assim como o fracasso, a solidão, o isolamento. Não buscar psiquiatras e remédios. Em algum momento, isso pode ficar tão sério, tão agudo, que a pessoa pode  precisar de uma ajuda, mas para que a ensinem a enfrentar a situação. Ensina-me a viver, como no filme. Não é me dar pílulas, para eu ficar amortecido.<br />
Istoé -<br />
O que é felicidade para o sr.?<br />
Miguel Chalub -<br />
A OMS tem uma definição de saúde muito curiosa: a saúde é um completo estado de bem-estar físico, mental e social. Essa é a definição de felicidade, não de saúde. Felicidade, para mim, é estar bem consigo mesmo e com o outro. Estar bem consigo mesmo é também aceitar limitações, sofrimento, incompetências, fracassos. Ou seja, felicidade também é ficar triste de vez em quando.</p>
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		<item>
		<title>ACABE COM O APEDREJAMENTO!</title>
		<link>http://blog.mundodasmandalas.com/2010/07/30/acabe-com-o-apedrejamento/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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		<description><![CDATA[
Clamores globais massivos impediram a morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani.
Mas Sakineh ainda pode ser enforcada, e hoje, outras quinze pessoas aguardam execuções por apedrejamento, onde as pessoas são enterradas até o pescoço e grandes pedras são atiradas nas suas cabeças.
A campanha internacional dos corajosos filhos de Sakineh mostra que a condenação global [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/apedrej_1_2.jpg" alt="apedrej 1 2 - apedrej 1 2" title="apedrej 1 2 - apedrej 1 2" /></div><br />
Clamores globais massivos impediram a morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani.<br />
Mas Sakineh ainda pode ser enforcada, e hoje, outras quinze pessoas aguardam execuções por apedrejamento, onde as pessoas são enterradas até o pescoço e grandes pedras são atiradas nas suas cabeças.<br />
A campanha internacional dos corajosos filhos de Sakineh mostra que a condenação global funciona. Vamos tornar o apelo desesperado dessa família em um movimento pelo fim do apedrejamento para sempre - assine a petição e envie para todas a pessoas que você conhece.</p>
<p>Assine a petição entrando no link abaixo! </p>
<p><a href="http://www.avaaz.org/po/stop_stoning">http://www.avaaz.org/po/stop_stoning</a></p>
<p>Ao Ayotollah Ali Khamenei e os líderes do Irã:<br />
Nós lhe pedimos que acabe com a pena de morte por apedrejamento e reverta o julgamento injusto no caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani.<br />
<a href="http://www.avaaz.org/po/stop_stoning"></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Leonardo Boff fala sobre Marina Silva</title>
		<link>http://blog.mundodasmandalas.com/2010/07/21/leonardo-boff-fala-sobre-marina-silva/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 16:28:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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As palavras do filósofo, teólogo e ambientalista Leonardo Boff nos remete à reflexão e a contatar com nossos mais profundos e autênticos anseios do que queremos para nosso futuro e o da nossa espécie

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			<content:encoded><![CDATA[<p><video><object width="400" height="258">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VA6bJDzmr_A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1?color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;border=1"></param>
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<p>As palavras do filósofo, teólogo e ambientalista Leonardo Boff nos remete à reflexão e a contatar com nossos mais profundos e autênticos anseios do que queremos para nosso futuro e o da nossa espécie
</p>
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		<title>MES DE JULHO - por barbara abramo - URANIA. FOLHAONLINE</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 22:09:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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Por Bárbara Abramo - Folha on line
Apesar de julho mostrar um início mais tranqüilo, não devem se enganar os que acham que este será um mês pacato e sem movimentações ou novidades. Um clima intimista e mais reflexivo inaugura julho, mês em que algumas mudanças astrológicas terão lugar e prometem impactar os próximos meses, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="centralizado"><a href="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/.thumb_mercurio.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/mercurio.jpg',118,111,'mercurio - mercurio'); return false;"><img src="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/.thumb_mercurio.jpg" alt="mercurio - mercurio" title="mercurio - mercurio" /></a></div></p>
<p>Por Bárbara Abramo - Folha on line</p>
<p>Apesar de julho mostrar um início mais tranqüilo, não devem se enganar os que acham que este será um mês pacato e sem movimentações ou novidades. Um clima intimista e mais reflexivo inaugura julho, mês em que algumas mudanças astrológicas terão lugar e prometem impactar os próximos meses, em âmbito internacional.</p>
<p>O começo do processo de mutação tem lugar no dia 11 de julho, quando ocorrerá um eclipse solar em Câncer, signo que comanda o patriotismo, o senso de pertencer a uma tribo, um clã. Um dos países-alvo são os Estados Unidos, cujo mapa da independência estará bastante ativado, com anúncio de mudanças na sua economia, poderio internacional etc.</p>
<p>Mulheres queridas pelos povos poderão ser agentes de formas variadas de situações críticas que permitirão novas ações. Figuras de autoridade ou carisma popular poderão estar envolvidas com eventos que dinamizem o cenário político, social e cultural de forma bem clara. </p>
<p>Neste mesmo dia, Mercúrio sai de Câncer e entra em Leão, movimentando a diplomacia brasileira. Vênus ingressa em Virgem, valorizando a economia nacional.</p>
<p>Sim, este será um período para agir e não apenas refletir e pensar. Na nave do atual ciclo astral, entramos em uma das fases de maior turbulência, neste julho de 2010. Isso não é bom, nem ruim e não afeta mais ou menos este ou aquele signo. É um processo complexo, que demanda espírito aberto, senso de equilíbrio, foco, inventividade e coragem de cada um e de todos. O fiel da balança será Saturno, que traz compromisso, seriedade e profundidade na dose certa, nem mais, nem menos do que cada situação exigir.</p>
<p>No mesmo dia em que o Sol entra em Leão, 22 de julho, ocorre a entrada definitiva de Saturno, o sério planeta do trabalho duro, em Libra, signo de justiça e equilíbrio, que promete ser uma esperança de boas leis sendo criadas e implementadas, no Brasil e em outros países. Saturno também sinaliza uma reestruturação ou nova fase nas relações internacionais do Brasil. </p>
<p>Uma nova diplomacia, com novos parceiros e regras mais rígidas de comércio exterior, poderá ser criada nos próximos dois anos, período em que o planeta permanecerá em Libra.</p>
<p>A condição astral da entrada de Saturno em Libra vem acompanhada de um acirramento nas tensões internacionais. Eventos inesperados e surpreendentes no âmbito da política e economia terão muito a ver com essas novas regras a serem criadas em um futuro breve.</p>
<p>A prova de que procedimentos antigos não têm como absorver o impacto de surpresas virá a partir da entrada do Sol em Leão, em 22 de julho. Este é o lance mais importante do jogo político internacional em curso. No curto período que vai de 22 a 28 de julho, o cenário astral espelha desafios, conflitos que se alternam e novas alianças surpreendentes que podem se formar. </p>
<p>Será também o começo de um período dos mais turbulentos, do ponto de vista astrológico, de pelo menos os últimos 30 anos, segundo muitos pesquisadores de astrologia.</p>
<p>Basta a nós termos a certeza de que respostas batidas não darão mesmo conta de novos desafios. </p>
<p>Essa será uma verdade a ser encarada por cada um e por todos nós, em todas as áreas do fazer humano e no ambiente em que vivemos. Tanto a natureza, quanto a política internacional podem nos surpreender. Como reza a canção “Divino Maravilho” (Gil e Caetano), “é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”.</p>
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		<title>CRIATIVIDADE</title>
		<link>http://blog.mundodasmandalas.com/2010/05/01/criatividade/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 22:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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Download!

Vídeo para meditar e desenvolver a criatividade.

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			<content:encoded><![CDATA[<div class="wpv_videoc">
<div class="wpv_video"><object data="http://www.youtube.com/v/eA-ocm4BJyc" type="application/x-shockwave-flash" width="100%" height="100%">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eA-ocm4BJyc"></param></object></div>
<div class="wpv_titleauthor"></div>
<div class="wpv_download"><a target="_blank" href="http://downthisvideo.com/?url=http://www.youtube.com/watch?v=eA-ocm4BJyc">Download!</a></div>
</div>
<p>Vídeo para meditar e desenvolver a criatividade.
</p>
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		<title>&#8220;PASSEIO SOCRÁTICO&#8221;</title>
		<link>http://blog.mundodasmandalas.com/2010/03/23/passeio-socratico/</link>
		<comments>http://blog.mundodasmandalas.com/2010/03/23/passeio-socratico/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 14:14:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Sócrates  - Museo do Louvre
Por Frei Beto.
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos, e em paz nos seus mantos cor de açafrão&#8230;
Em outro dia, eu observava o movimento do Aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="alinhar_esq"><a href="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/.thumb_Socrates_Louvre_1.jpg" onclick="lw_image_popup('http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/Socrates_Louvre_1.jpg',200,267,'Socrates Louvre 1 - Socrates Louvre 1'); return false;"><img src="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/.thumb_Socrates_Louvre_1.jpg" alt="Socrates Louvre 1 - Socrates Louvre 1" title="Socrates Louvre 1 - Socrates Louvre 1" /></a></div></p>
<p>Sócrates  - Museo do Louvre</p>
<p>Por Frei Beto.</p>
<p>Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos, e em paz nos seus mantos cor de açafrão&#8230;<br />
Em outro dia, eu observava o movimento do Aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia de Executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado o seu café da manhã em casa; mas, como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente.<br />
Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos vistos por mim, até aqui, realmente produz felicidade?”.<br />
Passados alguns dias, encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?”. E ela me respondeu: “Não. Eu só tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom! Isto significa, então, que, de manhã, você pode brincar, ou dormir até mais tarde!&#8230;.”. “Não!”, retrucou-me ela, “tenho tanta coisa a fazer, de manhã&#8230;”. “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada&#8230;<br />
Fiquei pensando: “Que pena! A Daniela não me disse: “Tenho aula de meditação”. Vê-se que estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas, emocionalmente infantilizados.<br />
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo&#8230; Mas, preocupo-me com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos. Alguns perguntaram “Como estava o defunto?”. E outros responderão: “Olha&#8230;, uma maravilha, não tinha uma celulite!”&#8230;<br />
Mas, como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?<br />
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação, porém, de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais&#8230;<br />
A palavra hoje é “entretenimento”. Domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil, o apresentador; imbecil, quem vai lá e se apresenta no palco; imbecil, quem perde a tarde diante da telinha&#8230; E como a publicidade não consegue vender felicidade, ela nos passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro&#8230;, você chega lá!”.<br />
O problema é que, em geral, “não se chega”! Pois, quem cede a tantas propagandas desenvolve, de tal maneira, o seu desejo, que acaba precisando de um analista, ou de remédios. E quem, ao contrário, resiste, aumenta a sua neurose.<br />
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: a amizade, a autoestima e a ausência de estresse.<br />
Mas há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um Shopping Center. É curioso: a maioria dos Shoppings Centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles, não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de “missa de domingo”. E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, não há crianças de rua, não se vê sujeira pelas calçadas&#8230;<br />
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno: aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se vários nichos: capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Mas, aquele que só pode comprar passando cheque pré-datado, ou a crédito, ou, ainda, entrando no “cheque especial”, se sente no purgatório. E pior: aquele que não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno&#8230;<br />
Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald&#8230;<br />
Por tudo isto, costumo dizer aos balconistas que me cercam à porta das lojas, que estou, apenas, fazendo um “passeio socrático”.. E, diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: Estou, apenas, observando quantas coisas existem e das quais não preciso para ser feliz!&#8221;. Frei Beto</p>
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		<title>MANDALAS REIKI PARA PROMOVER A CURA</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 01:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao acessar este vídeo coloque a intensão de levar a cura a todos os locais onde a cura se faz necessária.</p>
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		<title>Confrontos em Copenhague - Leonardo Boff</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 15:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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China
 Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia, vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela, representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/drought_china_sx.jpg" alt="drought china sx - drought china sx" title="drought china sx - drought china sx" /><br />
China</p>
<p> Em Copenhague nas discussões sobre as taxas de redução dos gases produtores de mudanças climáticas, duas visões de mundo se confrontam: a da maioria dos que estão fora da Assembléia, vindo de todas as partes do mundo e a dos poucos que estão dentro dela, representando os 192 estados. Estas visões diferentes são prenhes de conseqüências, significando,  no seu termo, a garantia ou a destruição de um futuro comum.</p>
<p>Os que estão dentro, fundamentalmente, reafirmam o sistema atual de produção e de consumo mesmo sabendo que implica sacrificação da natureza e criação de desigualdades sociais. Crêem que com algumas regulações e controles a máquina pode continuar produzindo crescimento material e ganhos como ocorria antes da crise. </p>
<p>Mas importa denunciar que exatamente este sistema se constitui no principal causador do aquecimento global emitindo 40 bilhões de toneladas anuais de gases poluentes. Tanto o aquecimento global quanto as perturbações da natureza e a injustiça social mundial são tidas como externalidades, vale dizer, realidades não intencionadas e que por isso não entram na contabilidade geral dos estados e das empresas. Finalmente o que conta mesmo é o lucro e um PIB positivo.</p>
<p>Ocorre que estas externalidades se tornaram tão ameaçadoras que estão desestabilizando o sistema-Terra, mostrando a falência do modelo econômico neoliberal e expondo em grave risco o futuro da espécie humana.</p>
<p>Não passa pela cabeça dos representantes dos povos que a alternativa é a troca de modo de produção que implica uma relação de sinergia com a natureza. Reduzir apenas as emissões de carbono mas mantendo a mesma vontade de pilhagem dos recursos é como se colocássemos um pé no pescoço de alguém e lhe dissésemos: quero sua liberdade mas à condição de continuar com o meu pé em seu pescoço.</p>
<p>Precisamos impugnar a filosofia subjacente a esta cosmovisão. Ela desconhece os limites da Terra, afirma que o ser humano é essencialmente egoista e que por isso não pode ser mudado e que pode dispor da natureza como quiser, que a competição é natural e que pela seleção natural os fracos são engolidos pelos mais fortes e que o mercado é o regulador de toda a vida econômica e social.</p>
<p>Em contraposição reafirmamos que o ser humano é essencialmente cooperativo porque é um ser social. Mas faz-se egoísta quando rompe com sua própria essência. Dando centralidade ao egoísmo, como o faz o sistema do capital, torna impossível uma sociedade de rosto humano. Um fato recente o mostra: em 50 anos os pobres receberam de ajuda dois trilhões de dólares enquanto os bancos em um ano receberam 18 trilhões. Não é a competição que constitui a dinâmica central do universo e da vida mas a cooperação de todos com todos. Depois que se descobriram os genes, as bactérias e os vírus, como principais fatores da evolução, não se pode mais sustentar a seleção natural como se fazia antes. Esta serviu de base para o darwinismo social. O mercado entregue à sua lógica interna, opõe todos contra todos e assim dilacera o tecido social. Postulamos uma sociedade com mercado mas não de  mercado.</p>
<p>A outra visão dos representantes da sociedade civil mundial sustenta: a situação da Terra e da humanidade é tão grave que somente o princípio de cooperação e uma nova relação de sinergia e de respeito para com a natureza nos poderão salvar. Sem isso vamos para o abismo que cavamos. </p>
<p>Essa cooperação não é uma virtude qualquer. É aquela que outrora nos permitiu deixar para trás o mundo animal e inaugurar o mundo humano. Somos essencialmente seres cooperativos e solidários sem o que nos entredevoramos. Por isso a economia deve dar lugar à ecologia. Ou fazemos esta virada ou Gaia poderá continuar sem nós. </p>
<p>A forma mais imediata de nos salvar é voltar à ética do cuidado, buscando o trabalho sem exploração, a produção sem contaminação, a competência sem arrogância e a solidariedade a partir dos mais fracos. Este é o grande salto que se impõe neste momento. A partir dele Terra e Humanidade podem entrar num acordo que salvará a ambos</p>
<p>Leonardo Boff é autor de Convivência, tolerância e respeito, Vozes 2008.</p>
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		<title>SUPER MULHER OU APENAS MULHER - VOCÊ ESCOLHE</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Dec 2009 16:42:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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		<description><![CDATA[
Texto Da Revista do Jornal O Globo - por Martha Medeiros - Jornalista e escritora
&#8216;Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div class="centralizado"><img src="http://blog.mundodasmandalas.com/up/m/mu/blog.mundodasmandalas.com/img/mandala_oficina_140.png" alt="mandala oficina 140 - mandala oficina 140" title="mandala oficina 140 - mandala oficina 140" /></div></p>
<p>Texto Da Revista do Jornal O Globo - por Martha Medeiros - Jornalista e escritora</p>
<p>&#8216;Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!</p>
<p>E, entre uma coisa e outra, leio livros.</p>
<p>Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.</p>
<p>Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.</p>
<p>Primeiro: a dizer NÃO.</p>
<p>Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.</p>
<p>Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.</p>
<p>Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.</p>
<p>Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.</p>
<p>Você não é Nossa Senhora.</p>
<p>Você é, humildemente, uma mulher.</p>
<p>E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.</p>
<p>Tempo para fazer nada.</p>
<p>Tempo para fazer tudo.</p>
<p>Tempo para dançar sozinha na sala.</p>
<p>Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.</p>
<p>Tempo para sumir dois dias com seu amor.</p>
<p>Três dias.</p>
<p>Cinco dias!</p>
<p>Tempo para uma massagem.</p>
<p>Tempo para ver a novela.</p>
<p>Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.</p>
<p>Tempo para fazer um trabalho voluntário.</p>
<p>Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.</p>
<p>Tempo para conhecer outras pessoas.</p>
<p>Voltar a estudar.</p>
<p>Para engravidar.</p>
<p>Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.</p>
<p>Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.</p>
<p>Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.</p>
<p>Existir, a que será que se destina?</p>
<p>Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.</p>
<p>A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.</p>
<p>Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.</p>
<p>Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!</p>
<p>Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.<br />
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.</p>
<p>Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.<br />
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.</p>
<p>E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante&#8217; </p>
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		<title>JUVENTUDE ETERNA</title>
		<link>http://blog.mundodasmandalas.com/2009/12/06/juventude-eterna-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 06 Dec 2009 19:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Antonietta Graziano Forcione</dc:creator>
		
		<category>Capa</category>

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		<description><![CDATA[Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as
raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não
me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível&#8230;
A platéia inteira fez um &#8216;oooohh&#8217; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo .</p>
<p>Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as<br />
raças, credos e idades.</p>
<p>E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não<br />
me envergonho dela, respondi.</p>
<p>Foi um momento inesquecível&#8230;</p>
<p>A platéia inteira fez um &#8216;oooohh&#8217; de descrédito.</p>
<p>Aí fiquei pensando: &#8216;pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha<br />
inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi<br />
o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?&#8217;</p>
<p>Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado &#8216;juventude<br />
eterna&#8217;. Estão todos em busca da reversão do tempo.</p>
<p>Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias<br />
estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.</p>
<p>Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas<br />
mesmo em idade avançada.</p>
<p>A fonte da juventude chama-se &#8220;mudança&#8221;.</p>
<p>De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da<br />
hora.</p>
<p>A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos<br />
comportamentos, é ter disposição para guinadas.</p>
<p>Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.</p>
<p>Mudança, o que vem a ser tal coisa?</p>
<p>Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para<br />
um bem menorzinho.</p>
<p>Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia<br />
guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais<br />
compacta e simplificada, rejuvenesceu.</p>
<p>Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear,<br />
sem temer ficar sozinha aos 65 anos.</p>
<p>Rejuvenesceu.</p>
<p>Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão<br />
bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.</p>
<p>Rejuvenesceu.</p>
<p>Toda mudança cobra um alto preço emocional.</p>
<p>Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os<br />
questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.</p>
<p>Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na<br />
face.</p>
<p>Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal<br />
juventude eterna.</p>
<p>Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas<br />
sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu<br />
brilho.</p>
<p>Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.</p>
<p>Olhe-se no espelho&#8230;</p>
<p>Por Lya Luft</p>
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