“Uma mulher apanha dentro de casa no Brasil a cada 15 segundos”

Antonietta Graziano Forcione em 12 de Abril de 2009 @ 15:01

mandala lei maria da penha - mandala lei maria da penha

Mandala Lei Maria da Penha

Entrevista da Meritíssima Juíza Vanessa Ribeiro Mateus, titular do primeiro juizado dedicado à violência contra a mulher em São Paulo, a Revista Época.

ÉPOCA - Qual a importância do juizado especializado?
Vanessa Ribeiro Mateus - Todos os foros regionais têm varas criminais que podem aplicar a lei Maria da Penha. Mas só esse juizado vai contar com a estrutura que a lei determina. Assistência jurídica integral para a mulher, psicólogas, assistentes sociais, e outros funcionários preparados para esse acolhimento. Tem até um lugar para as crianças ficarem brincando. Temos contato direto com os órgãos da municipalidade como os abrigos para mulheres que não podem mais ficar em suas casas. Mas o mais importante é que este juizado só vai tratar de violência doméstica contra a mulher.

ÉPOCA - Quais os grandes avanços da lei Maria da Penha?
Vanessa - A Lei Maria da Penha permite que o mesmo juiz – que cuida do Juizado de violência doméstica – aplique medidas cíveis e criminais. O mesmo juiz que vai tocar o processo criminal e aplicar a pena – ele vai dar separação de corpos, pode determinar proibição de visitas aos filhos se os filhos estiverem sofrendo violência, pode encaminhar a mulher para os órgãos públicos, para a prefeitura municipal, para órgãos do estado, para casas de assistência, para ONGs. O juiz proíbe que o agressor se aproxime dos locais que a vítima frequenta ou da própria vítima. Mas a gente só pode agir se a vítima vier nos procurar.

ÉPOCA - Imaginemos uma situação prática. Uma mulher é ameaçada pelo companheiro. Ela vai à delegacia. Ela tem medo, não sabe o que fazer. Perguntam a ela: “Você quer mesmo abrir um inquérito? Ele pode ser preso”. O que costuma acontecer nessa hora?
Vanessa - É muito difícil colocar nos ombros da mulher a responsabilidade de mover um processo criminal contra o pai dos filhos dela, contra um homem que ela amou. Muitas vezes é por causa do sentimento que ainda existe, e outras vezes por conta da família dela. A família da mulher costuma dizer: “ele bate, mas é trabalhador”. A nossa cultura ainda faz com que as pessoas achem que bater, desde que seja na mulher e dentro de casa, não é tão grave. É uma correção, como se a mulher precisasse ser corrigida.

ÉPOCA - O que pode ser feito para desconstruir essa visão?
Vanessa - Em primeiro lugar, a mulher tem que ser estimulada a denunciar. E tem que saber que denunciando, alguma coisa vai ser feita. Porque se ela achar que nada vai acontecer, não vai procurar a polícia. E isso tem que ser tratado com mais seriedade, não pode ficar restrito aos muros da casa. Uma mulher apanha dentro de casa no Brasil a cada 15 segundos. É um número espantoso.

ÉPOCA - Quando não tem mais opção, por que a mulher simplesmente não pega as coisas e vai embora?
Vanessa - Duas questões principais: dinheiro e filhos. Ela não tem condições financeiras de abandonar aquele relacionamento. E em outras vezes há a dependência afetiva. A violência doméstica não começa fisicamente, mas com a violência psicológica e moral, uma violência contra a honra. Quando a mulher é vítima dessa violência por anos, sua autoestima fica muito baixa. Elas não conseguem sair desse ciclo porque acham que não servem para nada. Acham que não serão capazes de fazer nada sem aquele marido que as corrigem, que as protegem.

ÉPOCA - Como acontece uma audiência no juizado?
Vanessa - Ouvimos primeiro a vítima, para saber as medidas de proteção de que ela necessita. Pergunto como estão os filhos, como está a questão da comida – e a questão de vícios, se o agressor anda bebendo etc. Depois chamamos o agressor e aplicamos as medidas protetivas – desde um afastamento do lar até a prisão preventiva se ele reiteradamente colocar em risco a vida dessa mulher. Essa medida é concedida em frente ao agressor. Se ele não comparece, é intimado. A partir daí o processo corre normalmente.

ÉPOCA - O afastamento funciona?
Vanessa - Se o juiz determinou o afastamento e o homem não cumpre a medida, a mulher pode e deve chamar a polícia. A policia deve retirá-lo do local e fazer a comunicação ao distrito. Funciona e às vezes não funciona. Às vezes não temos a notícia do resultado do afastamento porque a mulher não faz a denúncia. Só ficamos sabendo lá na frente, quando a violência se repete.

ÉPOCA - Por que muitas mulheres abrem mão das medidas de proteção?
Vanessa - A violência é cíclica. Ela começa com uma tensão, ameaças e só então vai para a violência física. Depois o homem pede desculpas e fala que aquilo nunca vai acontecer de novo. Aí eles se comportam maravilhosamente durante alguns dias. As relações começam a ficar tensas novamente, vem a ameaça, e então nova agressão. Quando elas vão até a delegacia pedir para cancelar o processo é num momento de paz. Por isso a mulher precisa dessa estrutura da Lei Maria da Penha – atendimento psicológico. Ela precisa ter dignidade para romper o ciclo. Não dá para contar com a força de vontade de alguém que está com a autoestima tão comprometida.

Leia e se informe sobre a Lei Maria da Penha no link abaixo:

www.mundodasmandalas.com

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LEONARDO BOFF E DALAI LAMA

Antonietta Graziano Forcione em 9 de Abril de 2009 @ 14:33

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Mandala Saint German

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.
Por:Leonardo Boff explica:

“No intervalo de uma mesa-redonda
sobre religião e paz entre os povos,
na qual ambos participávamos,
eu, maliciosamente, mas também
com interesse teológico,
lhe perguntei em meu inglês capenga:
- “Santidade, qual é a melhor religião?”
Esperava que ele dissesse:
“É o budismo tibetano” ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”
O Dalai Lama fez uma pequena pausa,
deu um sorriso, me olhou bem nos olhos
- o que me desconcertou um pouco,
por que eu sabia da malícia
contida na pergunta -
e afirmou:
“A melhor religião é a que mais
te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor.”
Para sair da perplexidade
diante de tão sábia resposta,
voltei a perguntar:
- “O que me faz melhor?”
Respondeu ele:
- “Aquilo que te faz mais compassivo
(e aí senti a ressonância tibetana, budista,
taoísta de sua resposta),
aquilo que te faz mais sensível,
mais desapegado,
mais amoroso,
mais humanitário,
mais responsável…
A religião que conseguir fazer isso de ti
é a melhor religião…”
Calei, maravilhado,
e até os dias de hoje
estou ruminando sua resposta
sábia e irrefutável

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A MANDALA DA QUALIDADE DE VIDA

Antonietta Graziano Forcione em 26 de Março de 2009 @ 14:43

Mandala11 280 1 - Mandala11 280 1

MANDALA DO EQUILÍBRIO

As Universidades de Harvard e Cambridge publicaram recentemente um compêndio com 20 conselhos saudáveis para melhorar a qualidade de vida de forma prática e habitual

1- Um copo de suco de laranja diariamente para aumentar o ferro e repor a vitamina C.

2 – Salpicar canela no café (mantém baixo o colesterol e estáveis os níveis de açúcar no sangue).

3- Trocar o pãozinho tradicional pelo pão integral que tem quase 4 vezes mais fibra, 3 vezes mais zinco e quase 2 vezes mais ferro que tem o pão branco.

4- Mastigar os vegetais por mais tempo.
Isto aumenta a quantidade de químicos anticancerígenos liberados no corpo. Mastigar libera sinigrina.
E quanto menos se cozinham os vegetais, melhor efeito preventivo têm.

5- Adotar a regra dos 80%: servir-se menos 20% da comida que ia ingerir evita transtornos gastrintestinais, prolonga a vida e reduz o risco de diabetes e ataques de coração.

6- o futuro está na laranja, que reduz em 30% o risco de câncer de pulmão.

7- Fazer refeições coloridas como o arco-íris.
Comer uma variedade de vermelho, laranja, amarelo, verde, roxo e branco em frutas e vegetais, cria uma melhor mistura de antioxidantes, vitaminas e minerais.

8- Comer pizza. Mas escolha as de massa fininha.
O Licopene, um antioxidante dos tomates pode inibir e ainda reverter o crescimento dos tumores; e ademais é melhor absorvido pelo corpo quando os tomates estão em molhos para massas ou para pizza.

9- Limpar sua escova de dentes e trocá-la regularmente.
As escovas podem espalhar gripes e resfriados e outros germes. Assim, é recomendado lavá-las com água quente pelo menos quatro vezes à semana (aproveite o banho no chuveiro), sobretudo após doenças quando devem ser mantidas separadas de outras escovas.

10- Realizar atividades que estimulem a mente e fortaleçam sua memória…
Faça alguns testes ou quebra-cabeças, palavras-cruzadas, aprenda um idioma, alguma habilidade nova…
Leia um livro e memorize parágrafos.

11 – Usar fio dental e não mastigar chicletes.
Acreditem ou não, uma pesquisa deu como resultado que as pessoas que mastigam chicletes têm mais possibilidade de sofrer de arteriosclerose, pois tem os vasos sanguíneos mais estreitos, o que pode preceder a um ataque do coração. Usar fio dental pode acrescentar seis anos a sua idade biológica porque remove as bactérias que atacam aos dentes e o corpo.

12- Rir.
Uma boa gargalhada é um ‘mini-workout’, um pequeno exercício físico: 100 a 200 gargalhadas equivalem a 10 minutos de corrida. Baixa o estresse e acorda células naturais de defesa e os anticorpos.

13- Não descascar com antecipação.
Os vegetais ou frutas, sempre frescos, devem ser cortados e descascados na hora em que forem consumidos.
Isso aumenta os níveis de nutrientes contra o câncer.

14- Ligar para seus parentes/pais de vez em quando.
Um estudo da Faculdade de Medicina de Harvard concluiu que 91% das pessoas que não mantém um laço afetivo com seus entes queridos, particularmente com a mãe, desenvolvem alta pressão, alcoolismo ou doenças cardíacas em idade temporã.

15- Desfrutar de uma xícara de chá.
O chá comum contém menos níveis de antioxidantes que o chá verde, e beber só uma xícara diária desta infusão diminui o risco de doenças coronárias. Cientistas israelenses também concluíram que beber chá aumenta a sobrevida depois de ataques ao coração.

16- Ter um animal de estimação.
As pessoas que não têm animais domésticos sofrem mais de estresse e visitam o médico regularmente, dizem os cientistas da Cambridge University. As mascotes fazem você sentir se otimista, relaxado e isso baixa a pressão do sangue. Os cães são os melhores, mas até um peixinho dourados pode causar um bom resultado.

17- Colocar tomate ou verdura frescas no sanduíche.
Uma porção de tomate por dia baixa o risco de doença coronária em 30%, segundo cientistas da Harvard Medical School.

18- Reorganizar a geladeira.
As verduras em qualquer lugar de sua geladeira perdem substâncias nutritivas, porque a luz artificial do equipamento destrói os flavonóides que combatem o câncer que todo vegetal tem. Por isso é melhor usar á área reservada a ela, aquela caixa bem embaixo.

19- Comer como um passarinho.
A semente de girassol e as sementes de sésamo nas saladas e cereais são nutrientes e antioxidantes.
E comer nozes entre as refeições reduz o risco de diabetes.

20- E, por último, um mix de pequenas dicas para alongar a vida:

-comer chocolate.
Duas barras por semana estendem um ano a vida. O amargo é fonte de ferro, magnésio e potássio.

- pensar positivamente.
Pessoas otimistas podem viver até 12 anos mais que os pessimistas, que ademais pegam gripes e resfriados mais facilmente.

- ser sociável.
Pessoas com fortes laços sociais ou redes de amigos têm vidas mais saudáveis que as pessoas solitárias ou que só têm contato com a família.

- conhecer a si mesmo.
Os verdadeiros crentes e aqueles que priorizam o ’ser’ sobre o ‘ter’ têm 35% de probabilidade de viver mais tempo.

Uma vez incorporados, os conselhos, facilmente tornam-se hábitos…

É exatamente o que diz uma certa frase de Sêneca:

‘Escolha a melhor forma de viver e o costume a tornará agradável’!

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TUBERCULOSE NÃO FICOU PARA TRÁS

Antonietta Graziano Forcione em 24 de Março de 2009 @ 10:54

Por Míriam Leitão

Mudando completamente de assunto, aqui no Brasil não se pode dizer ainda que a tuberculose é uma doença que ficou para trás. O último dado mostra que o Brasil ainda tem 72 mil novos casos de tuberculose por ano, e isso 50 anos depois de a doença estar sob o controle dos médicos.

Em 1990, quando o governo Collor achou que podia fechar o Programa Nacional de Combate à Tuberculose, o Brasil teve 74 mil novos casos. Chegou a 90 mil e de lá para cá oscila, subindo e caindo. Não há como dizer pelas estatísticas que a queda é sustentável e que a doença está no fim no Brasil.

Além disso, o número ainda é assustadoramente alto para um país que atingiu o nível do nosso. E pior são os casos de supertuberculose, que surge assim: quando o tratamento é interrompido o bacilo se fortalece.

É absurdo que a tuberculose ainda colha suas vítimas no Brasil do século 21, que ainda morram seis mil pessoas por ano. Ela é curável. É preciso apenas mais investimento da saúde pública, mais esforço do país, mais informação sobre esse inimigo velho e ardiloso, contra o qual temos armas, mas ainda não derrotamos.

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2009 ANO DO BOI NO CALENDÁRIO CHINÊS

Antonietta Graziano Forcione em 20 de Março de 2009 @ 18:57

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Mandala do Ano do Boi

Trabalho, responsabilidade e perseverança são os requisitos básicos para quem quiser se dar bem durante o ano do Boi. A colheita poderá ser farta, mas para isso você não poderá ditubear, ter preguiça ou procrastinar seja lá o que for. Manter o foco e seguir fazendo será o maior desafio, caso contrário grandes dramas emocionais poderão levar grande parte de sua energia. Por outro lado poderá ser um ano para se alcançar força e estabilidade.
O Boi na astrologia chinesa é regido pelo elemento terra e será fundamental estar centrado, enraizado no chakra base, firme nas convicções sem ser inflexível ou teimoso e ter muita praticidade. O Boi também é um animal alimento, é confiável e estável. As qualidades do Boi trazidas para o nosso dia-a-dia, durante esse ano, sugere que devemos desenvolver em nossa personalidade essas mesmas qualidades para, não só alcançarmos maior consciência, como também, nos sairmos bem durante esse ano de aprendizado, onde tudo parecerá correr lentamente e arduamente.
Trabalhos meditativos poderão nos ajudar a superar o estresse que poderá ocorrer quando sentirmos que nosso trabalho está demorando a dar resultados e o que queríamos foi adiado. Diariamente sentar em posição confortável, respirar profundamente por alguns minutos nos ajudará a mudar de sintonia, saindo de uma posição destrutiva e pouco otimista para uma posição mais esperançosa e assertiva, ficando mais relaxados.
Outra proposta é criar o hábito de colorir ou fazer mandalas. Tarefa muito adequada ao ano do Boi, pois com essa atividade estaremos ativando nossa energia a trabalhar a nosso favor, nos centrando, nos tornando mais concentrados para não perder o foco do que planejamos para esse ano, nos ensinando maior disciplina e ampliando uma visão do todo a nossa volta. Também, será uma atividade que nos relaxará, deixando sair todas as más influencias do dia, que podem ter ocorrido em nosso trabalho, em nossa casa ou em nossos relacionamentos, com filhos, marido, namorados, professores, empregados ou patrões. Também ajudará a nos livrar das impressões nefastas que nossas mídias nos levam todos os dias, em nossas casas através de notícias que não nos informam , mas sim nos amedrontam com tanta violência e desrespeito ao nosso aconchego e descanso no lar. O medo, é a porta de entrada para o fracasso em qualquer campo de nossas vidas. Ao colorir ou desenhar mandalas você coloca para fora primeiramente as emoções mais recentes que estão prontas para sair, como as do cotidiano, para depois aprofundar cada vez mais psiquicamente, promovendo uma verdadeira limpeza emocional. Isto traz relaxamento e semeia a paciência que é o que necessitamos para esse ano. Também abre espaço para novos pensamentos e atitudes criativas perante os acontecimentos que se sucedem diariamente.
Também não podemos esquecer este ano de dar uma atenção especial aos documentos oficiais, observe prazos, não discutir com autoridades sem estar certo, fundamentado e documentado nessa hora. Tudo deverá ser feito com equilíbrio e parcimônia. tendo sempre em nosso coração a virtude da paciência e do saber esperar.

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ÇRIANÇA: A ALMA DO NEGÓCIO

Antonietta Graziano Forcione em 14 de Março de 2009 @ 20:30

Isso é muito, mas muito sério!

Envie para todas as mães, vovós, pais e vovôs, professoras e professores que você conhece, e que tenham filhos, netinhos e alunos pequenos.

Tenha muita paz neste dia.

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A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

Antonietta Graziano Forcione em 11 de Março de 2009 @ 17:56

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
Miguezim de Princesa

I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

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CURSO A DISTÂNCIA MANDALAS EM TELA

Antonietta Graziano Forcione em 10 de Março de 2009 @ 22:09

CURSO A DISTÂNCIA DE MANDALAS EM TELA

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É com carinho que informo a vocês que prestigiam o Blog Mundo das Mandalas.com, o lançamento do Curso a distância Mandalas em Tela.

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NOS EUA, ATLETAS RECORREM A TRATAMENTO COM O PRÓPRIO SANGUE

Antonietta Graziano Forcione em 19 de Fevereiro de 2009 @ 14:22

Mandala21 280 - Mandala21 280

Mandala de Cura

Tratamento poderia reduzir o período de recuperação dos atletas

Dois dos maiores astros do Pittsburgh Steelers, campeão do mais recente torneio de futebol americano dos Estados Unidos, utilizaram seu próprio sangue em um tratamento inovador para lesões, antes da vitória da equipe no Super Bowl. Pelo menos um arremessador em uma das grandes equipes de beisebol, cerca de 20 jogadores de futebol profissionais e talvez centenas de atletas amadores também recorreram ao procedimento, conhecido como terapia de plasma rico em plaquetas.
Os resultados iniciais promissores do método estão assegurando aos especialistas em medicina esportiva que a terapia de plaquetas ricas em plasma, um método de tratamento bastante simples de utilizar, pode resultar em melhorias no tratamento de lesões persistentes como tendinites e problemas de articulação de cotovelos e joelhos que afligem atletas de todos os tipos.
O método está centrado na injeção de componentes do sangue do paciente diretamente na área lesionada, o que catalisa os instintos do corpo de reparar músculos, ossos e outros tecidos. O maior atrativo, dizem muitos médicos, é que a técnica parece ajudar a regenerar ligamentos e fibras de tendões, o que pode reduzir o período de reabilitação e assim evitar a necessidade de cirurgia.
A pesquisa sobre os efeitos do plasma rico em plaquetas se acelerou nos últimos meses, mas a maioria dos médicos acautela que estudos mais rigorosos serão necessários antes que a terapia possa ser declarada comprovada cientificamente. No entanto, muitos pesquisadores imaginam que o procedimento possa se tornar um método de tratamento cada vez mais popular, por motivos tanto médicos quanto financeiros.
“Trata-se de uma opção melhor para problemas que não apresentam soluções grandiosas ¿ é um método não cirúrgico e utiliza as células do próprio corpo para ajudá-lo a se curar”, disse o Dr. Allan Mishra, professor assistente de ortopedia no Centro Médico da Universidade Stanford e um dos principais pesquisadores nesse campo. “Acredito que seja justo dizer que o plasma sanguíneo rico em plaquetas tem o potencial de revolucionar não só a medicina esportiva mas todo o campo da ortopedia. Ele requer muito mais estudos, mas levar adiante o trabalho nesse campo se tornou obrigatório”.
O Dr. Neal ElAttrache, que é médico do time de beisebol Los Angeles Dodgers, usou a terapia das plaquetas ricas em plasma em julho, em um ligamento colateral dilacerado no cotovelo do arremessador Takashi Saito. Caso o problema tivesse sido combatido por meio de uma cirurgia, a temporada estaria encerrada para Saito e ele ficaria entre 10 e 14 meses afastado do esporte; mas em lugar disso ele conseguiu voltar a jogar em setembro, em tempo para a disputa do título divisional, sem sentir quaisquer dores.
Embora ElAttrache tenha declarado que não podia estar certo de que foi o procedimento que respondeu pela recuperação do arremessador - cerca de 25% dos casos desse tipo se curam sozinhos, segundo ele -, o resultado foi mais um sinal encorajador para a técnica nascente, que segundo médicos que trabalham nesse ramo poderia ajudar não só a curar as lesões de atletas profissionais mas os casos de tendinite e doenças semelhantes encontrados na população mais ampla.
“Nas últimas décadas, temos trabalhado com os efeitos mecânicos da cura - como estabelecer uma estrutura firme de sutura, como ancorar bem o trabalho cirúrgico”, disse ElAttrache. “Mas até recentemente não éramos capazes de modular com precisão o componente biológico do processo de cura. O novo método trabalha nessa área. Merece muito mais estudo antes que seja possível declarar de maneira definitiva que ele funciona. A palavra que uso para definir os resultados obtidos até agora é ‘promissores’”.
O plasma rico em plaquetas é produzido por meio da extração de uma pequena quantidade de sangue do paciente, que é submetida a filtragem ou processada em uma centrífuga de alta velocidade que separa os glóbulos vermelhos das plaquetas, responsáveis por liberar as proteínas e outras partículas envolvidas no processo de cura que o corpo mesmo conduz, dizem os médicos. Uma colher de chá ou duas da substância remanescente é injetada diretamente na área danificada, em seguida. A alta concentração de plaquetas - de três a 10 vezes o volume normalmente presente no sangue - muitas vezes catalisa o crescimento de novas células ósseas ou de tecidos macios. Porque a substância é injetada em áreas que o sangue dificilmente percorreria em outras circunstâncias, ela pode propiciar os instintos curativos das plaquetas sem deflagrar a resposta de coagulação pela qual elas são tipicamente conhecidas.
“Esse método poderia ser usado para estimular a cura de feridas em áreas que não são bem servidas em termos vasculares, como os ligamentos e tendões”, disse o Dr. Gerjo van Osch, pesquisador no departamento de ortopedia do Centro Médico Universitário Erasmus, na Holanda. “Eu defino o método como um coquetel de fatores de crescimento - é assim que costumo explicá-lo”.
Van Osch e diversos outros especialistas disseram ter usado o procedimento como opção inicial, anterior à cirurgia, por motivos que vão além dos primeiros resultados positivos apresentados. Existe pouca chance de rejeição ou de reação alérgica, porque a substância é autóloga, o que significa que vem do corpo do paciente; a injeção porta risco muito menor de infecção do que uma incisão, e não deixa cicatriz; a sessão de tratamento dura apenas 20 minutos, e o tempo de recuperação posterior é consideravelmente mais curto que o necessário a uma recuperação pós-cirúrgica.
Devido aos seus aparentes benefícios, o consenso entre os médicos é de que o procedimento merece ser adotado de maneira mais ampla. No entanto, diversos médicos apontam que a terapia com plaquetas ricas em plasma, ao menos em seu estágio atual de desenvolvimento, parece ineficaz em entre 20% e 40% dos casos, a depender da natureza da lesão. Mas eles acrescentaram que, porque o procedimento custa US$ 2 mil - ante o custo de US$ 10 mil a US$ 15 mil de uma cirurgia -, a expectativa é de que, depois de novos refinamentos, as operadoras de plano de saúde não só autorizem tratamentos com o plasma rico em plaquetas mas até mesmo o adotem como tratamento inicial na maioria dos casos.
As possibilidades do plasma rico em plaquetas como método de tratamento certamente são conhecidas no Pittsburgh Steelers. Troy Polamalu, um defensor da equipe selecionado para o jogo das estrelas da temporada, passou pelo procedimento depois de sofrer uma entorse de tornozelo em um jogo de playoff, e embora a lesão não fosse considerada especialmente séria, ele retornou saudável o bastante ao campo no domingo seguinte, contra o Baltimore Ravens - como prova a interceptação e o touchdown com corrida de 40 jardas que ele marcou.
A técnica teve papel ainda mais importante para Hines Ward, um recebedor que deixou a partida contra o Ravens no primeiro quarto depois de sofrer um rompimento parcial no ligamento colateral de seu joelho direito. No dia seguinte, ele recebeu um tratamento de plasma rico em plaquetas conhecido como “plasma autólogo condicionado”, que envolve diferentes proporções de plaquetas e outras células. Com isso, e depois de trabalho dedicado de reabilitação física e de terapia em uma câmara de oxigênio hiperbárica, Ward se recuperou o bastante para receber dois passes importantes na vitória dos Steelers sobre o Arizona Cardinals, no Super Bowl.
“Eu era o segundo na fila, a segunda cobaia”, disse Ward, se referindo ao tratamento anterior de Polamalu com o método. “Acredito que isso tenha realmente me ajudado. A lesão que sofri era séria - uma lesão que normalmente me custaria quatro ou seis semanas. Para que eu pudesse jogar de novo em apenas 15 dias… Não é fácil voltar de um rompimento de ligamento de segundo grau”.
A maioria dos médicos diz que, caso a terapia com plaquetas ricas em plasma se prove segura e efetiva em testes científicos, os maiores efeitos seriam sentidos pelos atletas amadores para os quais o esporte é recreação e parte de um estilo de vida saudável. Mishra, de Stanford, diz que “não são apenas os atletas profissionais que precisam voltar aos gramados. Todo mundo quer poder voltar àquilo que faz como diversão ou trabalho”.
Por: Alan Schwarz
Fonte: The New York Times

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O PORTEIRO DO PUTEIRO - OPORTUNIDADES E EMPREENDEDORISMO

Antonietta Graziano Forcione em 12 de Fevereiro de 2009 @ 19:27

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Mandala X

Desconheço o autor

Não havia no povoado pior ofício do que ‘porteiro do puteiro’.
Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício.
Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de idéias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.
Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.
Ao porteiro disse:
- A partir de hoje, o Senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
- Eu adoraria fazer isso, Senhor - balbuciou - mas eu não sei ler nem escrever!
- Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
- Mas Senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa.
- Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo Senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.
Sem mais nem menos, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer? Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.
Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego. Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.
Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
E assim o fez. No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:
- Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
- Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar … já que….
- Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
- Se é assim, está bom.
Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:
- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
- Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias mula de viagem.
- Façamos um trato - disse o vizinho. Eu pagarei os dias de ida e volta mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?
Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias…aceitou.
Voltou a montar na sua mula e viajou. No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.
- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo. Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras. Que lhe parece?
O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.
Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas. Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro trazendo mais ferramentas do que as que havia vendido.
De fato, poderia economizar algum tempo em viagens. A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viajem, faziam encomendas.
Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes. Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado.
Todos estavam contentes e compravam dele. Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam seus pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, do que gastar dias em viagens..
Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc..
E após foram os pregos e os parafusos… Em poucos anos, nosso amigo se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Um dia decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício. No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e lhe disse:
-É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do Livro de atas desta nova escola.
- A honra seria minha - disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o Livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
-O Senhor?!?! - disse o prefeito sem acreditar. O Senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado. Eu pergunto:
- O que teria sido do Senhor se soubesse ler e escrever?
- Isso eu posso responder - disse o homem com calma. Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO!!!

Geralmente as mudanças são vistas como adversidades. As adversidades podem ser bênçãos. As crises estão cheias de oportunidades.
Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
‘A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.’
Que a sua vida seja cheia de vitórias, não importa se são grandes ou pequenas, o importante é comemorar cada uma delas´
‘Não há comparações entre o que se perde por fracassar e o que se perde por não tentar.

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